Lady Gaga – Quando a voz vem da alma.

Uma das coisas que eu mais admiro em um artista, é o jeito com que ele canta diante de um público (grande, pequeno, tanto faz) e a reação que ele consegue causar em quem está ali, diante, ouvindo e vendo. Acredito que essa é a melhor qualidade e a mais importante que um artista deve ter, porque é aí onde você vê se o artista é forçado ou não. Eu escolhi a Gaga como a artista inspiradora para o post porque eu acho isto (mais do que) justo e não me perdoaria se eu não usasse.

Lady Gaga marcou sua carreira com suas músicas Glam e eletrônicas e seus looks extravagantes. Depois do videoclipe de “Just Dance”, Gaga mudou: da garota sem rumo nas ruas de New York, passou a ser considerada, digamos, a revolução do POP.

 

“Just Dance”, que marcou o início de Lady Gaga no mundo da música e da doce “fama”.

Considero a Gaga um David Bowie na versão feminina, e lembrarei que Bowie é o seu grande ídolo, segundo a própria Gaga. “Camaleões” da mídia, mudam rapidamente o estilo. Em um dia, cabelos longos, loiros, óculos escuros e um batom nude. No outro, cabelos cor de lavanda, lacinhos no cabelo, cílios postiços, maiôs coloridos. Em uma noite, uma lagosta na cabeça e um batom cor de sangue. Nunca devemos esperar pouco de Lady Gaga, porque de uma forma ou de outra, ela dá um jeito de impressionar, seja com a roupa, com seus dizeres, suas mensagens de aceitação, seus projetos, e principalmente: a sua voz.

Considero ignorante (realmente essa é a palavra que cabe em pessoas assim) quem tem a audácia de dizer que Lady Gaga usa playback em suas performances e que não tem a capacidade para cantar na frente de um público de 80 mil pessoas. Seria ignorância ou o medo de realmente admitir que Gaga é uma das maiores vozes do universo musical e que não será apenas uma “artista que passou pelo mundo musical” e sim, virou uma lenda, um mito?

Em um show de sua segunda tour, The Monster Ball, Gaga foi curta e grossa, falou pouco mas falou o suficiente. “Eu nunca dublo. Nem uma palavra. E eu nunca irei”.

Gaga ultrapassou barreiras após se apresentar em grandes festivais com seus projetos, e quem entende sabe muito bem que ela não estava cantando por cantar. Ela estava expondo a sua alma para todos os envolvidos no público. Em um dos seus maiores shows, no Madison Square Garden, Gaga fez show e nada mais merecido do que ser aplaudida. De pé.

“Teeth”, ao vivo. (Desculpem não ser o vídeo, os vídeos que eu encontrei eram péssimos.)

Não foi só essa vez que Gaga ARREGAÇOU com sua voz. No início da fama, Gaga já fazia isso. E muito bem. Em quase todas (ou todas?) suas performances acústicas, Gaga sempre arrecadou centenas de aplausos, elogios e pontos posivitos pela crítica rígida.

“Poker Face” @ Capital FM.

Acredito que a melhor performance acústica dela de todos os tempos, é a música que ela fez para seu pai, Speechless. Você consegue perceber claramente que ela expõe sua alma na música, tanto a versão estúdio quanto as versões acústicas. Em algumas delas, também se vê claramente que Gaga faz uma “forcinha” para não chorar, o que torna a música mais significativa para ambos (ela e os fãs), e mais emocionante. Pra quem não sabe, essa música foi gravada quando Gaga estava no palco e recebeu a notícia de sua mãe que seu pai estava fazendo uma cirurgia no coração. Gaga não pensou duas vezes, foi para o estúdio, e em 4 minutos e 30 segundos, jogou a sua alma com toda a força, toda a vontade, todo o seu amor.

“Speechless” @ Estúdio.

@ VEVO Launch

@ Ellen DeGeneres Show

Ela até já cantou com Elton John e cantou para a rainha Elizabeth!

As músicas do seu terceiro álbum, Born This Way, possuem mensagens fortes de aceitação, de coragem e o amor. A música onde a Gaga mais solta seu vozeirão, é na música “Hair”, onde você também pode perceber que ela está mostrando para o público o que ela realmente quer sentir.

E pra quem acha pouco, na sua terceira tour, The Born This Way Ball, Gaga também causa arrepios. Seja com uma música, ou com todas.

“Americano”.

“Hair”.

“The Queen”.

Eu poderia passar a noite aqui postando suas performances, que se tornaram históricas pela sua voz e sua vontade de cantar e expor tudo o que sente através da música. Poderia mesmo. Lady Gaga será lembrada não apenas pela pessoa que sempre foi e que ainda é, e sim, por transmitir o amor: por mensagens de aceitação, amor aos fãs, garra para lutar por um mundo melhor e o principal: o amor transmitido pela voz.

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