O estilo de Marina Diamandis

Já falei muitas vezes da Marina aqui no blog, mas mais puxando pro lado musical e por isso preparei um post pra detalhar mais o lado fashionista da galesa, popularmente chamada de Marina and the Diamonds. 

Na fase do The Family Jewels lá em 2010, Marina era um tipo de Fiona Apple (musicalmente falando) e abraçava um estilo meio gótico e rebelde (misturadinho com um Restart), com direito a batom preto ou neon, muito preto nos olhos e no cabelo.

marina01Essa era a Marina lá das antigas, que também carregava um estilo bem largado nos palcos.

 

marina02Gosto muito da Marina pela pessoa divertida e ‘nem aí’ que ela é e por ela usar isso também no modo de se vestir, onde quebra aquele padrão eterno da mulher que deve vestir roupas a la Nicki Minaj pra parecer bonita e gostosona. Nessa fase, a Marina costumava usar roupas bem largadonas mesmo (socorro com a primeira foto que engordou a Marina uns 10kg).

Além de mudar completamente no estilo musical, ensinando meninas a partir corações (chupa, Adele) e usando batidas futurísticas em suas músicas, Marina mudou completamente seu estilo quando deu início ao Electra Heart, em 2012. Do gótico e escuro ela passou a usar roupas e penteados de uma boneca retrô dos anos 60, com direito a lacinhos no cabelo, sobrancelha marcada, cílios a la Twiggy e roupas em tom pastel, de preferência o rosa e o nude.

 

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Uma vez a Marina foi mudar o cabelo, e detonaram com o cabelo preto dela. Por isso ela teve que usar uma peruca, que acabou sendo pintada de um loiro quase platinado, e ficou esse mesclado (que eu acho per-fei-to) preto + loiro. Foi o que eu li em algumas fã-pages dela, se não for verdade me deem um toque. E sério, o cabelo ficou MUITO lindo. Marina adotou totalmente o estilo retrô e um coração delineado na bochecha, o que virou sua marca registrada. Do batom preto, Marina foi para o nude rosado ou o vermelho puxando para o coral. Também começou a usar muita blusa e top cropped, o que valoriza muito o tronco dela e os seios (que eu insisto em dizer que é silicone), que são grandes. Uma boneca mesmo, né? ❤

 

marina04Marina, você não gosta da Nicki Minaj mas você tá igual a ela na última foto. Essa sua calça merece ir pra nunca mais voltar. Taca um foguinho nela, faz bem pra estima! E voltaaaando, eu disse que a Marina usa MUITO cropped, né? E não fica lindo? Nunca vi ela errando o look cropped + saia evasê (ou godê) ou cropped + saia longa. Ela consegue deixar tudo em perfeita harmonia. E uma plataforma básica pra deixar mais bonito.

E se você não conhece o som dela, deixei meus videoclipes prediletos da Marina.

‘CAUSE THIS IS THRILLER! THRILLER NIGHT!

(além de ser a minha predileta do TFJ, essa música no maior volume é vida, é tudo)

(só Deus sabe o quão apaixonada eu sou por este vídeo. ♥♥♥)

 

 

 

 

 

 

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Faixa por faixa ▬ Electra Heart.

Eu decidi, em um intervalo X de dias, explicar alguns dos álbuns que eu conheço, explicar o significado das músicas, das curiosidades por trás, e etc. E como me pediram muito, eu decidi começar com o Electra Heart, da Marina and the Diamonds. Na realidade, também me pediram pra descobrir sobre as interludes dela, que escondem certos significados, mas eu fuxiquei até a página 14 do Google e não achei nenhuma fonte específica, e como não sou aquela fã que sabe até o dia da menstruação da Marina, eu deixo pra explicar em um post separado, quando eu realmente souber. Mas vou explicar faixa por faixa aqui, apesar da Marina já ter explicado isso no seu próprio canal do YouTube.

Marina-Electra-Heart

Acredito que o Electra Heart é um “Born To Die” na versão dançante e Glam, já que este CD da Marina é cheio de personalidades do ‘sonho americano 50’s’ como a “Teen Idle”, a “Primadonna”, a “Homewrecker”, e a “Su Barbie-A” e fala da mulher que sofreu e ainda sofre por amores trágicos, que vive sozinha por aí procurando uma pessoa certa, que não possui amigos, não vive a vida e o amor. Os personagens que a Marina criou pro CD são bem complicados, porque ela mistura a fantasia, realidade, ironia, a tragédia, tudo isso com as coisas que ela viveu como Marina Diamandis.

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Bubblegum Bitch A batida inicial da música é viciante, o som da guitarra torna marcante. Me lembra músicas dos anos 80, 90… segundo a própria Marina, ela demorou apenas 10 minutos pra levar essa música no papel e é uma das músicas preferidas dela. A música é meiga, fala do quão ela quer ser amada, também tem um ar ‘safado’ misturado na letra.

Primadonna – Primeiro single do álbum, e na minha opinião, mudou a vida da Marina, assim como “Bad Romance” mudou a vida da Lady Gaga. Eu gosto dessa mudança de ‘era’ em certas cantoras, principalmente quando a mudança é totalmente radical, como por exemplo: do lado doce e meigo pro lado sombrio, com letras marcantes e significativas. Essa canção fala sobre não precisar de um amor, de apenas querer ser adorada; ser a maior, ter tudo o que sempre sonhou, ter o mundo. Marina se inspirou em um ex-namorado, que a chamava de Prima Donna, e uma citação dela sobre a música, que eu gosto bastante é:

Você [sempre] quer ser alguém ou [quer] datar alguém ao menos uma vez na vida.

 

Lies – É como “Speechless”, de Lady Gaga, onde você consegue claramente sentir que a música foi feita com toda a alma. Marina viveu um relacionamento tenso, onde o cara era um covarde pra assumir os erros que fazia, e que mesmo assim, ela fingia que tudo estava bem. É quando o cara é filho da mãe contigo, te ilude, te deixa confusa, e mesmo assim, você não consegue deixá-lo ir, de jeito algum. Marina, eu te entendo, amiga. Realmente dá vontade de quebrar o carro do bofe com um taco. Enfim. Como todas as músicas do CD, “Lies” também tem uma batida marcante, viciante, profunda.

Homewrecker – Destruidora de lares. De vidas. Arruinadora de corações. A “Homewrecker” é uma das personalidades da Marina! É o contrário de “Lies”, do tipo: me fodi num relacionamento e agora eu resolvi destruir tudo por aí, e ESCUTA AQUI KIRIDI, EU TAVA ARRUINADA MAS AGORA TÔ HUMILHANDO VOCÊ NESSE VESTIDINHO!!!!!. É a garota que chora por um amor, mas depois de um tempo, transforma em uma superação divertida. É uma das minhas prediletas.

The State of Dreaming – Segundo a Marina, essa música foi inspirada em Marilyn Monroe. É a primeira música ligada com a personagem “Teen Idle”, que vive em um mundo de sonhos e fantasia e ao mesmo tempo, vive com problemas amorosos, problemas típicos de uma garota adolescente.

Starring Role – A minha segunda música predileta, que diz tudo o que eu passei em um certo relacionamento fodido, assim como “Lies”. Fala dos relacionamentos que temos, onde nós queremos ser o papel principal de uma relação, e se não for assim, prefere vagar por aí, sozinha, sem ninguém. Foi uma das primeiras músicas escritas pela Marina.

Power&Control – Relata quando um casal compete quando o assunto é o ‘controle’ da relação. A música fala bastante sobre problemas amorosos, e quando o homem é egoísta, se acha o centro das atenções. “Think you’re funnythink you’re smart. Think you’re gonna break my heart” / You may be good looking, but youre not a piece of art” e que não existe esse lance de “homem é tudo igual”, os dois são iguais. Os dois fazem sofrer, e que o amor sempre vai ser um jogo.

Living Dead – É sobre uma pessoa que deseja mudar, mas não sabe se vale a pena. Uma pessoa que “vive morta” em questão aos sentimentos, sobre viver a vida, viver o amor. Nas minhas palavras, é uma pessoa que teve uma vida fracassada, rodeada de decepções, e que não sabe se realmente merece ter uma nova vida, se vale a pena.

Teen Idle – Na verdade era pra ser “Teen Idol”, mas Marina mudou para “Idle” por causa de um moletom rasgado que ela assistiu em um desfile e que descrevia a asolecente rebelde e impura.

031L15590002_1Uma das personagens do “Electra Heart”, a adolescente problemática e que quer ficar trancada o dia inteiro dentro de casa, do seu próprio mundo, que não quer ser pura. A letra é bem sombria, e digamos, descreve 85% dos adolescentes atuais.

Valley Of The Dolls – Já começa tendo uma batida incrível (assim como todas as músicas do CD) e é a mais romântica do CD, e essa música tem um significado eterno pra mim. Foi a última música escrita do álbum, e retrata um pouco a solidão de viver em LA, já que no segundo CD, Marina teve um pouco de medo dos produtores dos EUA não conseguirem trabalhar com ela. Ela não sabia que identidade devia tomar, o que ela deveria ser. E colocou isso na música.

Hypocrates – Eu tenho uma relação de amor eterno por essa música, porque eu vivi (também) um relacionamento muito parecido com o que a Marina cita na música. É uma música triste, mas com um som mais ‘country’, e acho as batidas parecidas com as das músicas da Taylor Swift, e como a voz da Marina transforma qualquer batida em uma coisa divina de se ouvir, a música ficou perfeita. Fala sobre um relacionamento hipócrita, do tipo “quem é você pra me dizer quem eu devo ser ou fazer?”. Essa música é doce, eu cantarolo sempre, e já escrevi muita coisa bonita enquanto eu ouvia ela. Pena que deu brete na minha personalidade e eu joguei tudo fora.

Fear and Loathing – Pra mim, é a música mais obscura do álbum. A batida no início é uma coisa que eu nunca ouvi antes, e eu sou apaixonada por instrumentais assim. É o tipo de música que você vive em outro mundo quando ouve, você esquece os seus problemas, você só consegue encarnar na letra, na batida, no som da voz da Marina. Eu sou apaixonada por essa música, e pretendo tatuar um trecho dela, todo o santo dia eu coloco ela pra tocar, principalmente quando eu não sei mais o que eu faço da minha vida, em quem eu acredito, o que realmente eu preciso ser pra melhorar. A música fala sobre a Marina se mudar do Reino Unido para os EUA pra criar o Electra Heart. Ela achou que passaria por relações de preconceito e que seria rejeitada, mas acabou não sendo nada disso e ela colocou isso nessa música. E mesmo tendo um significado pra ela, ela tem um significado pra quem ouve (a maioria). Eu AMO artistas que conseguem tornar uma música significativa pra eles e pros fãs, ou quem simplesmente ouve e não é fã. E o final da música é um pouco bizarro, onde por alguns minutos, aparece uma voz cantarolando com um ar mais ‘distorcido’ que na realidade, é uma canção grega de sua avó, Lambrini Kaklamani. Em inglês, fica assim:

I desire to see sweet fairies
And a magic dance from an exotic body
To caress black hair
To kiss ash lips
A song from Algiers
The song of the camel keeper
In a sweet african rhythm

 

 

Desejo ver fadas doces

E uma dança mágica de um corpo exótico

Para acariciar o cabelo preto

Para beijar lábios cinzas

Uma canção a partir de Argel

A canção do detentor camelo

Em um ritmo doce africano…

 

▬ BÔNUS ▬

Radioactive – Fala de um relacionamento que Marina viveu… tá, coisa chata isso d’eu falar “vivi isso também” hahaha, mas vivi! Quando o cara é desgraçado, ele faz com que todas as músicas que você ama, possuam um significado. Mas enfim, é uma música divertida e totalmente dançante, mesmo tendo trechos tristes, mas Marininha soube transformar em uma coisa alegre.

Sex Yeah – Fala sobre o tabu que envolve o sexo, e a música é totalmente feminista. Desculpem pelo vídeo não estar aqui, é que o YouTube é um cu e não deixou eu digitar “sex”. Virjões.

Buy The Stars – Tocada apenas com um piano e mesmo assim é de arrepiar.

Lonely Hearts Club – Ao meu ver, essa música é tipo a mulher dos anos 60 que perdeu o seu “Elvis” e resolveu abrir o clube dos corações solitários e falar sobre a solidão, sobre não ter ninguém e sobre o amor ser uma tremenda porcaria. Tem uma batida MUITO viciante, estilo anos 80.