Faixa por faixa – “Born to Die: Paradise Edition”.

Como já devem estar acostumados (ou não) com os meus posts citando sempre a Lana, eu decidi fazer a minha própria crítica do último EP ▬ Born to Die: “Paradise Edition” que ela lançou, ou melhor, o relançamento do seu último CD, o “Born to Die”.

Depois de muita espera e momentos em que todo mundo tava roendo as unhas de tanta ansiedade, ele vazou na internet, e logo após, foi lançado oficialmente. Antes teve vídeo com prévias de apenas segundos das faixas, e isso enlouqueceu geral, inclusive eu. As faixas eram tão perfeitas que eu chegava a  pesquisar todo santo dia no Google pra ver se tinha vazado. Sei que se a Lana chegasse aqui e visse isso, ela ia serrar os meus dedos, mas desculpe, Lana. Eu não tenho culpa se suas músicas são boas o bastante pra não dar pra esperar.

Como eu disse, o PE é um relançamento do BTD, com 9 faixas extras. Eu resolvi falar um pouco do que eu sei e do que eu acho sobre cada faixa. E como vocês sabem que a Lana passou por muita treta na vida, e resolveu colocar todos os sentimentos, todas as fantasias e etc dentro de suas músicas. Ah, ela também é dona de adivinhar os nossos sentimentos e transformar em canções perfeitas, enfim. Esse álbum ficou mais perfeito que o antigo. É incrível, todas as músicas se encaixam em mim, no que eu vivo.

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• Born to Die:  O início da música já dá um sentimento que nem eu sei explicar. Com uma batida meio hip-hop, é também uma das músicas mais tristes do CD. E é uma das mais lindas, onde você cantarola o refrão por dias, e dias, e dias, e… enfim, por mais que essa música tenha tocado (pra caralho) em todos os lugares (e prints da letra também), ela nunca enjoa. Porque sei muito bem o que ela relata, MAS VÂM FALAR DE COISA BÔWA, NÉ!

• Blue Jeans: No meu particular, é a que eu menos gosto do álbum, mas a letra é melhor que a música em si. É tipo um namoro que tá dando errado, e a gente implora pra que a pessoa não deixe a gente em esquecimento. Bom, mulheres sabem muito bem do que eu tô falando.

• Off to the Races: É uma música fofinha, e bem “gangsta”. Lana fala do seu “homem mau”, mas mesmo assim não consegue viver sem ele. Bom, ambos. E também a Lana deve ter aprontado pra caramba pra colocar um “ele não se importa que eu tenha um passado em Las Vegas”, HEINNNN?

• Video Games: A música começa com um tom bem melancólico e ao mesmo tempo, angelical. Depois de “Born to Die”, “Video Games” é a próxima música mais triste e linda do álbum. É possível ouvir e não chorar? Não é possível não, confessa aí que você já chorou sequer uma vez ouvindo ela. Enfim, o refrão tem muita força, e como eu disse, impossível não se emocionar ouvindo.

• Diet Mountain Dew: Lana láááá naqueles tempos de loira piriguete com cara de criança medonha, já tinha feito essa música. Depois, regravou. É uma das mais agitadas do CD, mas ouço pouco por motivos de: não curto muito. Se você quer saber o que é “Diet Mtn Dew”…

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• National Anthem: Também é uma música antiguinha da Lana, que ela regravou. É a mais “me sinto um negão dançando” do álbum, e relata exatamente o que vivemos atualmente. Sem dinheiro nós não existiríamos, porque dinheiro é a base: da elegância, ganância, sobrevivência, de tudo. E o videoclipe é muito legal (e instagramizado pra dedéu), onde o Kennedy é negro (A$AP) e tem um monólogo que torna o clipe mais emocionante. Na boa mesmo? Lana nasceu pra ser atriz também.

• Dark Paradise: Lana uma vez disse em uma entrevista que imagina a vida após a morte de um jeito calmo, sereno, resumindo: um paraíso. E a música em si, relata o desejo da morte (e um final amoroso também). Na boa, Laninha? Cagou legal em não fazer um videoclipe dela. Enfim, eu gosto muito dessa música.

• Radio: Ao meu ver também, relata a vida da Lana depois de ter se tornado famosa, e que agora a vida dela é “doce como canela”, e que ela tá vivendo “a porra de um sonho”, ou seja, o sonho de ficar famosa e brilhar por aí. E Lana já disse que realmente não tá acreditando nesse lance de milhões de visualizações, fãs gritando o seu nome e aquilo tudo que envolve a fama. Fofa, não é mesmo?

• Carmen: PRIMEIRAMENTE, QUERIA DIZER QUE: SOU APAIXONADA POR ELA!!!! Essa música é aquela que você tem vontade de chorar, andar por aí sem rumo enquanto ouve, e fazer sexo enquanto ouve. Essa música, pra mim, tem um poder muito, muito e muito grande. Ela já começa com um choro, e Lana fala de uma adolescente, provavelmente prostituta, e que não sabe pra onde vai, apenas vive por aí. (Sou apaixonada  muito mais por essa música porque a parte em francês deixa ela mais lindíssima ainda. <3)

• Million Dollar Man: (Se você gosta dessa música -ou gostar-, não veja a performance ao vivo, porque você vai começar a sentir o oposto por motivos de: Lana enlouquece total cantando ela e dá uns pinotes bem desafinados). Minha terceira predileta. Vou dizer aqui que a pessoa que eu amei muito (e ainda amo, tâmo aí na atividade) é perfeitamente igual ao homem que a Lana se refere na música. E quando eu ouço essa música é quando eu realmente, realmente MESMO tô na fossa, na br. É sobre um homem realmente fidaputa, fodido mesmo, idiota mesmo, mas que mesmo assim é o homem que você quer viver ao lado, pra sempre, e se ele afundar, você afunda junto. Se ele enlouquecer, você também vai.

• Summertime Sadness: Já andei por 4 quadras ouvindo essa música e ouvir ela enquanto vê o mar é coisa de doido mesmo. É a minha maior predileta do álbum, tem uma briga feia dela com “Carmen”, mas depende do momento, é lógico. O instrumental dela é demais, e pra mim, é o melhor videoclipe da Lana e acho que nenhum superará. É música que você cantarola a todo momento, e que você ouve e reflete em toda sua vida, todos os seus momentos (bons e ruins), todas as lembranças. Lembro muito do meu avô quando ouço ela, porque perder ele foi horrível pra mim e quando tô sentindo falta dele, coloco SS pra tocar. I’ve got that Summertime, Summertime sadness. 

• This is What Makes Us Girls: Fala um pouco da adolescência da Lana, e pra mim, é a mais ‘bored’ do álbum. Sei lá, não curto muito, ouço bem pouco.

• Without You: Ela é bem tristinha no início, mas ganha bateria e fica menos “quero me enforcar com um cadarço de AllStar”.

• Lolita: Chegamos na música-clímax e mais ‘misteriosa’. Alguns zombam da voz da Lana nela, e falam que ela faz uma voz de ‘criança enjoada’. Pois bem, Lana se inspira MUITO no livro/filme de “Lolita”, e resolve despejar a inspiração nas músicas. “Lolita” é uma delas. A letra é linda, meiga, fofa, com a voz da Lana ela fica muito mais linda! E ah: essa música é regravada da própria Lana, na época “Lizzy Grant” e foi inspirada em nada mais/nada menos que Axl Rose, seu graaaaande ídolo. Kiss me in the d.a.r.k, dark tonight! ♥ 

• Lucky Ones: É tipo um “Million Dollar Man” parte 2 (pra mim). Se você quer chorar pra caralho e despejar raiva: ouça ela.

PARADISE EDITION (AGORA É DE VERDADE HAHAHA)

• Ride: Quando se ouve o início te dá uma vontade de desligar o player por causa daquele “aaaaaaaaãaaMmmMMMmmmm ãMMmm”, mas não desliga não, porque vale a pena ouvir até o final. Essa música é tipo um “Marry the Night” da Gaga, onde também relatou a vida dela antes de chegar onde chegou. E o mesmo foi com a Lana. O desejo de liberdade, conhecer pessoas novas, adrenalina, e Lana se inspirou em filme antigo também! E o videoclipe é um xodó, ainda mais que tem um monólogo muito “<333”.

• American: O início é um pouco calminho, e vai ‘aumentando’, tornando a música um pouco mais agitada. Mas não deixa de ser triste. Lana gosta muito dos EUA, como vocês devem ter percebido. E essa música cita Elvis e Springsteen, alguns dos ídolos dela. O vocal nessa música é suave, e do nada, Lana solta um agudo incrível, de arrepiar mesmo. Essa mulher é fogo, viu?

• Cola: É tipo um “minha buceta é o podêeeeeeearrr” de Valeishca, mas num tom indie e mais sofisticado, lógico. Lana disse que esse negócio aí de “pussy taste like Pepsi-Cola” vem do namoradinho, que disse isso mesmo. Fofo, não? Imagina seu namorado chegar e dizer pra você que sua pussy tem gostinho de Pepsi-Cola? Um amor mesmo. Enfim, essa música é um pouco polêmica, onde a Lana também “dorme em uma bandeira da America”, e o instrumental é incrível. Uma das melhores das faixas extras. Fala sério, dá um fogo danado quando se ouve essa música.

• Body Electric: Andei percebendo que é a preferida de muitos, mas não chega a ser a minha. Acho que pela Lana já ter cantado ela em festivais (beeeem antes do PE ser anunciado), e fui ouvindo, ouvindo, ouvindo e… enjoei. Mas tô sempre ouvindo, porque a Lana me obriga a ouvir. O refrão é bem “”emocionante””, e ganha uma bateria bem forte. A letra é bem triste, fala de vários assuntos ao mesmo tempo: Jesus, riqueza, o paraíso (lembram do que eu disse sobre a relação da Lana com a vida após a morte?) e ao mesmo tempo o desejo de morrer (suicídio)… confuso, mas se você ouvir lendo a letra na cabeça, a música fica menos repugnante.

• Blue Velvet: É um cover de Bobby Vinton, e um dos melhores covers que a Lana fez. A música já começa com um instrumental marcante, perfeito. E o vocal torna a música muito, muito emocionante. Pena que é curtinha. =(

• Gods & Monsters: Melhor que Cola. Ihhh, 450x melhor. A música é sobre a inocência perdida, quando você deixa o mundo inocente e começa a lidar com o mundo “mau”, “rebelde”, digamos. Lana cita que “eu e Deus, nós não damos certo, então agora eu canto”, e ela cita Jim Morrison (ex-vocalista do The Doors), que gostava de citar coisas relacionadas a “ressurreição”. “Ninguém tirará minha alma, eu estou vivendo como Jim Morrison”. 

• Yayo: É a mais detestada pelas pessoas, pelo o que eu percebi. Como podem? Socorro, sou DOIDA por essa música. Ela é uma das mais significantes do PE pra mim. Muitos se perguntam o motivo do nome da música, “Yayo” é uma -gíria- pra cocaína. E Lana era bem chapadona, essa música é lááááá das antigonas e Lana regravou, tanto que tenho 4879 versões dela. Essa música é um pouco tédio total porque ela alonga muito o final da voz nos versos, quando eu canto eu chego a bocejar, sério. Mas não deixa de ser a mais importante pra mim. Enfim, se você gosta de Jazz, você deve ouvir ela. É uma graça essa música, gente. Vou mudar a mente de todos vocês e fazer vocês se apaixonarem por ela, hahaha.

• Bel Air: O piano no início, a combinação de instrumentos no resto da música, o som de crianças brincando, da chuva caindo, ahhhhh… muito amor essa música. Pena que só ganhou um videozinho melacueca, com o resto de “Summertime Sadness”. Merecia um videoclipe muito bem digno. Essa música é um pouco sonolenta, até chegar no refrão. Voz incrível, instrumental mais ainda. É uma das mais poderosas do álbum, onde a Lana coloca a voz inteira. Também foi inspirada no Axl Rose e faz bastante citação do Guns, como “mon amour, Sweet Child O’ Mine, you are divine”, “so I run like I’m mad, to heaven´s door” “idol of roses, iconic soul, I know your name”. A letra é LINDA! Enfim, tenho um carinho enorme por ela, e quando quero ficar “zen”, eu ouço. Essa música já me inspirou em muita coisa.

• Burning Desire:  (Alguns dizem que a música está no álbum, outros dizem que não. Assim como li em fã-sites de confiança que estão, eu coloquei -e eu não tenho o CD pra conferir-). Cheguei na minha música predileta. “Burning Desire” tem uma letra e um instrumental incrível e sensual. Uma: pelo som da Lana ofegando no início e no final, e outra: a voz dela transforma a letra mais sensual ainda. Essa música é a minha mais amada-predileta-perfeita-amoreterno- do CD, realmente tem um significado muito grande pra mim, mas não me perguntem o motivo. E essa música também me lembra a grande treta que passei, hahaha. Lembro que eu tava tomando banho na semana passada, e ouvindo ela com os fones nos meus ouvidos. Quando me empolguei e fui fazer aquela descidinha que ela faz no videoclipe promocional, adifinhãm? Meu celular caiu com tudo no chão. Pareceu aqueles vídeos do YouTube que viram tragédia no final. Saí correndo, joguei ele pras roupas e consegui salvar o bixinho. Isso me ensinou a: nunca mais ouvir/dançar “Burning Desire” perto da água. E essa música dá um puta-fogo-socorro. Haha, enfim. Não foi lá aquelas coisas, mas espero que tenham gostado! Próximo track by track vem com a edição especial do “Born this Way”! 😀

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