Faixa por faixa – “Born to Die: Paradise Edition”.

Como já devem estar acostumados (ou não) com os meus posts citando sempre a Lana, eu decidi fazer a minha própria crítica do último EP ▬ Born to Die: “Paradise Edition” que ela lançou, ou melhor, o relançamento do seu último CD, o “Born to Die”.

Depois de muita espera e momentos em que todo mundo tava roendo as unhas de tanta ansiedade, ele vazou na internet, e logo após, foi lançado oficialmente. Antes teve vídeo com prévias de apenas segundos das faixas, e isso enlouqueceu geral, inclusive eu. As faixas eram tão perfeitas que eu chegava a  pesquisar todo santo dia no Google pra ver se tinha vazado. Sei que se a Lana chegasse aqui e visse isso, ela ia serrar os meus dedos, mas desculpe, Lana. Eu não tenho culpa se suas músicas são boas o bastante pra não dar pra esperar.

Como eu disse, o PE é um relançamento do BTD, com 9 faixas extras. Eu resolvi falar um pouco do que eu sei e do que eu acho sobre cada faixa. E como vocês sabem que a Lana passou por muita treta na vida, e resolveu colocar todos os sentimentos, todas as fantasias e etc dentro de suas músicas. Ah, ela também é dona de adivinhar os nossos sentimentos e transformar em canções perfeitas, enfim. Esse álbum ficou mais perfeito que o antigo. É incrível, todas as músicas se encaixam em mim, no que eu vivo.

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• Born to Die:  O início da música já dá um sentimento que nem eu sei explicar. Com uma batida meio hip-hop, é também uma das músicas mais tristes do CD. E é uma das mais lindas, onde você cantarola o refrão por dias, e dias, e dias, e… enfim, por mais que essa música tenha tocado (pra caralho) em todos os lugares (e prints da letra também), ela nunca enjoa. Porque sei muito bem o que ela relata, MAS VÂM FALAR DE COISA BÔWA, NÉ!

• Blue Jeans: No meu particular, é a que eu menos gosto do álbum, mas a letra é melhor que a música em si. É tipo um namoro que tá dando errado, e a gente implora pra que a pessoa não deixe a gente em esquecimento. Bom, mulheres sabem muito bem do que eu tô falando.

• Off to the Races: É uma música fofinha, e bem “gangsta”. Lana fala do seu “homem mau”, mas mesmo assim não consegue viver sem ele. Bom, ambos. E também a Lana deve ter aprontado pra caramba pra colocar um “ele não se importa que eu tenha um passado em Las Vegas”, HEINNNN?

• Video Games: A música começa com um tom bem melancólico e ao mesmo tempo, angelical. Depois de “Born to Die”, “Video Games” é a próxima música mais triste e linda do álbum. É possível ouvir e não chorar? Não é possível não, confessa aí que você já chorou sequer uma vez ouvindo ela. Enfim, o refrão tem muita força, e como eu disse, impossível não se emocionar ouvindo.

• Diet Mountain Dew: Lana láááá naqueles tempos de loira piriguete com cara de criança medonha, já tinha feito essa música. Depois, regravou. É uma das mais agitadas do CD, mas ouço pouco por motivos de: não curto muito. Se você quer saber o que é “Diet Mtn Dew”…

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• National Anthem: Também é uma música antiguinha da Lana, que ela regravou. É a mais “me sinto um negão dançando” do álbum, e relata exatamente o que vivemos atualmente. Sem dinheiro nós não existiríamos, porque dinheiro é a base: da elegância, ganância, sobrevivência, de tudo. E o videoclipe é muito legal (e instagramizado pra dedéu), onde o Kennedy é negro (A$AP) e tem um monólogo que torna o clipe mais emocionante. Na boa mesmo? Lana nasceu pra ser atriz também.

• Dark Paradise: Lana uma vez disse em uma entrevista que imagina a vida após a morte de um jeito calmo, sereno, resumindo: um paraíso. E a música em si, relata o desejo da morte (e um final amoroso também). Na boa, Laninha? Cagou legal em não fazer um videoclipe dela. Enfim, eu gosto muito dessa música.

• Radio: Ao meu ver também, relata a vida da Lana depois de ter se tornado famosa, e que agora a vida dela é “doce como canela”, e que ela tá vivendo “a porra de um sonho”, ou seja, o sonho de ficar famosa e brilhar por aí. E Lana já disse que realmente não tá acreditando nesse lance de milhões de visualizações, fãs gritando o seu nome e aquilo tudo que envolve a fama. Fofa, não é mesmo?

• Carmen: PRIMEIRAMENTE, QUERIA DIZER QUE: SOU APAIXONADA POR ELA!!!! Essa música é aquela que você tem vontade de chorar, andar por aí sem rumo enquanto ouve, e fazer sexo enquanto ouve. Essa música, pra mim, tem um poder muito, muito e muito grande. Ela já começa com um choro, e Lana fala de uma adolescente, provavelmente prostituta, e que não sabe pra onde vai, apenas vive por aí. (Sou apaixonada  muito mais por essa música porque a parte em francês deixa ela mais lindíssima ainda. <3)

• Million Dollar Man: (Se você gosta dessa música -ou gostar-, não veja a performance ao vivo, porque você vai começar a sentir o oposto por motivos de: Lana enlouquece total cantando ela e dá uns pinotes bem desafinados). Minha terceira predileta. Vou dizer aqui que a pessoa que eu amei muito (e ainda amo, tâmo aí na atividade) é perfeitamente igual ao homem que a Lana se refere na música. E quando eu ouço essa música é quando eu realmente, realmente MESMO tô na fossa, na br. É sobre um homem realmente fidaputa, fodido mesmo, idiota mesmo, mas que mesmo assim é o homem que você quer viver ao lado, pra sempre, e se ele afundar, você afunda junto. Se ele enlouquecer, você também vai.

• Summertime Sadness: Já andei por 4 quadras ouvindo essa música e ouvir ela enquanto vê o mar é coisa de doido mesmo. É a minha maior predileta do álbum, tem uma briga feia dela com “Carmen”, mas depende do momento, é lógico. O instrumental dela é demais, e pra mim, é o melhor videoclipe da Lana e acho que nenhum superará. É música que você cantarola a todo momento, e que você ouve e reflete em toda sua vida, todos os seus momentos (bons e ruins), todas as lembranças. Lembro muito do meu avô quando ouço ela, porque perder ele foi horrível pra mim e quando tô sentindo falta dele, coloco SS pra tocar. I’ve got that Summertime, Summertime sadness. 

• This is What Makes Us Girls: Fala um pouco da adolescência da Lana, e pra mim, é a mais ‘bored’ do álbum. Sei lá, não curto muito, ouço bem pouco.

• Without You: Ela é bem tristinha no início, mas ganha bateria e fica menos “quero me enforcar com um cadarço de AllStar”.

• Lolita: Chegamos na música-clímax e mais ‘misteriosa’. Alguns zombam da voz da Lana nela, e falam que ela faz uma voz de ‘criança enjoada’. Pois bem, Lana se inspira MUITO no livro/filme de “Lolita”, e resolve despejar a inspiração nas músicas. “Lolita” é uma delas. A letra é linda, meiga, fofa, com a voz da Lana ela fica muito mais linda! E ah: essa música é regravada da própria Lana, na época “Lizzy Grant” e foi inspirada em nada mais/nada menos que Axl Rose, seu graaaaande ídolo. Kiss me in the d.a.r.k, dark tonight! ♥ 

• Lucky Ones: É tipo um “Million Dollar Man” parte 2 (pra mim). Se você quer chorar pra caralho e despejar raiva: ouça ela.

PARADISE EDITION (AGORA É DE VERDADE HAHAHA)

• Ride: Quando se ouve o início te dá uma vontade de desligar o player por causa daquele “aaaaaaaaãaaMmmMMMmmmm ãMMmm”, mas não desliga não, porque vale a pena ouvir até o final. Essa música é tipo um “Marry the Night” da Gaga, onde também relatou a vida dela antes de chegar onde chegou. E o mesmo foi com a Lana. O desejo de liberdade, conhecer pessoas novas, adrenalina, e Lana se inspirou em filme antigo também! E o videoclipe é um xodó, ainda mais que tem um monólogo muito “<333”.

• American: O início é um pouco calminho, e vai ‘aumentando’, tornando a música um pouco mais agitada. Mas não deixa de ser triste. Lana gosta muito dos EUA, como vocês devem ter percebido. E essa música cita Elvis e Springsteen, alguns dos ídolos dela. O vocal nessa música é suave, e do nada, Lana solta um agudo incrível, de arrepiar mesmo. Essa mulher é fogo, viu?

• Cola: É tipo um “minha buceta é o podêeeeeeearrr” de Valeishca, mas num tom indie e mais sofisticado, lógico. Lana disse que esse negócio aí de “pussy taste like Pepsi-Cola” vem do namoradinho, que disse isso mesmo. Fofo, não? Imagina seu namorado chegar e dizer pra você que sua pussy tem gostinho de Pepsi-Cola? Um amor mesmo. Enfim, essa música é um pouco polêmica, onde a Lana também “dorme em uma bandeira da America”, e o instrumental é incrível. Uma das melhores das faixas extras. Fala sério, dá um fogo danado quando se ouve essa música.

• Body Electric: Andei percebendo que é a preferida de muitos, mas não chega a ser a minha. Acho que pela Lana já ter cantado ela em festivais (beeeem antes do PE ser anunciado), e fui ouvindo, ouvindo, ouvindo e… enjoei. Mas tô sempre ouvindo, porque a Lana me obriga a ouvir. O refrão é bem “”emocionante””, e ganha uma bateria bem forte. A letra é bem triste, fala de vários assuntos ao mesmo tempo: Jesus, riqueza, o paraíso (lembram do que eu disse sobre a relação da Lana com a vida após a morte?) e ao mesmo tempo o desejo de morrer (suicídio)… confuso, mas se você ouvir lendo a letra na cabeça, a música fica menos repugnante.

• Blue Velvet: É um cover de Bobby Vinton, e um dos melhores covers que a Lana fez. A música já começa com um instrumental marcante, perfeito. E o vocal torna a música muito, muito emocionante. Pena que é curtinha. =(

• Gods & Monsters: Melhor que Cola. Ihhh, 450x melhor. A música é sobre a inocência perdida, quando você deixa o mundo inocente e começa a lidar com o mundo “mau”, “rebelde”, digamos. Lana cita que “eu e Deus, nós não damos certo, então agora eu canto”, e ela cita Jim Morrison (ex-vocalista do The Doors), que gostava de citar coisas relacionadas a “ressurreição”. “Ninguém tirará minha alma, eu estou vivendo como Jim Morrison”. 

• Yayo: É a mais detestada pelas pessoas, pelo o que eu percebi. Como podem? Socorro, sou DOIDA por essa música. Ela é uma das mais significantes do PE pra mim. Muitos se perguntam o motivo do nome da música, “Yayo” é uma -gíria- pra cocaína. E Lana era bem chapadona, essa música é lááááá das antigonas e Lana regravou, tanto que tenho 4879 versões dela. Essa música é um pouco tédio total porque ela alonga muito o final da voz nos versos, quando eu canto eu chego a bocejar, sério. Mas não deixa de ser a mais importante pra mim. Enfim, se você gosta de Jazz, você deve ouvir ela. É uma graça essa música, gente. Vou mudar a mente de todos vocês e fazer vocês se apaixonarem por ela, hahaha.

• Bel Air: O piano no início, a combinação de instrumentos no resto da música, o som de crianças brincando, da chuva caindo, ahhhhh… muito amor essa música. Pena que só ganhou um videozinho melacueca, com o resto de “Summertime Sadness”. Merecia um videoclipe muito bem digno. Essa música é um pouco sonolenta, até chegar no refrão. Voz incrível, instrumental mais ainda. É uma das mais poderosas do álbum, onde a Lana coloca a voz inteira. Também foi inspirada no Axl Rose e faz bastante citação do Guns, como “mon amour, Sweet Child O’ Mine, you are divine”, “so I run like I’m mad, to heaven´s door” “idol of roses, iconic soul, I know your name”. A letra é LINDA! Enfim, tenho um carinho enorme por ela, e quando quero ficar “zen”, eu ouço. Essa música já me inspirou em muita coisa.

• Burning Desire:  (Alguns dizem que a música está no álbum, outros dizem que não. Assim como li em fã-sites de confiança que estão, eu coloquei -e eu não tenho o CD pra conferir-). Cheguei na minha música predileta. “Burning Desire” tem uma letra e um instrumental incrível e sensual. Uma: pelo som da Lana ofegando no início e no final, e outra: a voz dela transforma a letra mais sensual ainda. Essa música é a minha mais amada-predileta-perfeita-amoreterno- do CD, realmente tem um significado muito grande pra mim, mas não me perguntem o motivo. E essa música também me lembra a grande treta que passei, hahaha. Lembro que eu tava tomando banho na semana passada, e ouvindo ela com os fones nos meus ouvidos. Quando me empolguei e fui fazer aquela descidinha que ela faz no videoclipe promocional, adifinhãm? Meu celular caiu com tudo no chão. Pareceu aqueles vídeos do YouTube que viram tragédia no final. Saí correndo, joguei ele pras roupas e consegui salvar o bixinho. Isso me ensinou a: nunca mais ouvir/dançar “Burning Desire” perto da água. E essa música dá um puta-fogo-socorro. Haha, enfim. Não foi lá aquelas coisas, mas espero que tenham gostado! Próximo track by track vem com a edição especial do “Born this Way”! 😀

Faixa por faixa ▬ Electra Heart.

Eu decidi, em um intervalo X de dias, explicar alguns dos álbuns que eu conheço, explicar o significado das músicas, das curiosidades por trás, e etc. E como me pediram muito, eu decidi começar com o Electra Heart, da Marina and the Diamonds. Na realidade, também me pediram pra descobrir sobre as interludes dela, que escondem certos significados, mas eu fuxiquei até a página 14 do Google e não achei nenhuma fonte específica, e como não sou aquela fã que sabe até o dia da menstruação da Marina, eu deixo pra explicar em um post separado, quando eu realmente souber. Mas vou explicar faixa por faixa aqui, apesar da Marina já ter explicado isso no seu próprio canal do YouTube.

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Acredito que o Electra Heart é um “Born To Die” na versão dançante e Glam, já que este CD da Marina é cheio de personalidades do ‘sonho americano 50’s’ como a “Teen Idle”, a “Primadonna”, a “Homewrecker”, e a “Su Barbie-A” e fala da mulher que sofreu e ainda sofre por amores trágicos, que vive sozinha por aí procurando uma pessoa certa, que não possui amigos, não vive a vida e o amor. Os personagens que a Marina criou pro CD são bem complicados, porque ela mistura a fantasia, realidade, ironia, a tragédia, tudo isso com as coisas que ela viveu como Marina Diamandis.

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Bubblegum Bitch A batida inicial da música é viciante, o som da guitarra torna marcante. Me lembra músicas dos anos 80, 90… segundo a própria Marina, ela demorou apenas 10 minutos pra levar essa música no papel e é uma das músicas preferidas dela. A música é meiga, fala do quão ela quer ser amada, também tem um ar ‘safado’ misturado na letra.

Primadonna – Primeiro single do álbum, e na minha opinião, mudou a vida da Marina, assim como “Bad Romance” mudou a vida da Lady Gaga. Eu gosto dessa mudança de ‘era’ em certas cantoras, principalmente quando a mudança é totalmente radical, como por exemplo: do lado doce e meigo pro lado sombrio, com letras marcantes e significativas. Essa canção fala sobre não precisar de um amor, de apenas querer ser adorada; ser a maior, ter tudo o que sempre sonhou, ter o mundo. Marina se inspirou em um ex-namorado, que a chamava de Prima Donna, e uma citação dela sobre a música, que eu gosto bastante é:

Você [sempre] quer ser alguém ou [quer] datar alguém ao menos uma vez na vida.

 

Lies – É como “Speechless”, de Lady Gaga, onde você consegue claramente sentir que a música foi feita com toda a alma. Marina viveu um relacionamento tenso, onde o cara era um covarde pra assumir os erros que fazia, e que mesmo assim, ela fingia que tudo estava bem. É quando o cara é filho da mãe contigo, te ilude, te deixa confusa, e mesmo assim, você não consegue deixá-lo ir, de jeito algum. Marina, eu te entendo, amiga. Realmente dá vontade de quebrar o carro do bofe com um taco. Enfim. Como todas as músicas do CD, “Lies” também tem uma batida marcante, viciante, profunda.

Homewrecker – Destruidora de lares. De vidas. Arruinadora de corações. A “Homewrecker” é uma das personalidades da Marina! É o contrário de “Lies”, do tipo: me fodi num relacionamento e agora eu resolvi destruir tudo por aí, e ESCUTA AQUI KIRIDI, EU TAVA ARRUINADA MAS AGORA TÔ HUMILHANDO VOCÊ NESSE VESTIDINHO!!!!!. É a garota que chora por um amor, mas depois de um tempo, transforma em uma superação divertida. É uma das minhas prediletas.

The State of Dreaming – Segundo a Marina, essa música foi inspirada em Marilyn Monroe. É a primeira música ligada com a personagem “Teen Idle”, que vive em um mundo de sonhos e fantasia e ao mesmo tempo, vive com problemas amorosos, problemas típicos de uma garota adolescente.

Starring Role – A minha segunda música predileta, que diz tudo o que eu passei em um certo relacionamento fodido, assim como “Lies”. Fala dos relacionamentos que temos, onde nós queremos ser o papel principal de uma relação, e se não for assim, prefere vagar por aí, sozinha, sem ninguém. Foi uma das primeiras músicas escritas pela Marina.

Power&Control – Relata quando um casal compete quando o assunto é o ‘controle’ da relação. A música fala bastante sobre problemas amorosos, e quando o homem é egoísta, se acha o centro das atenções. “Think you’re funnythink you’re smart. Think you’re gonna break my heart” / You may be good looking, but youre not a piece of art” e que não existe esse lance de “homem é tudo igual”, os dois são iguais. Os dois fazem sofrer, e que o amor sempre vai ser um jogo.

Living Dead – É sobre uma pessoa que deseja mudar, mas não sabe se vale a pena. Uma pessoa que “vive morta” em questão aos sentimentos, sobre viver a vida, viver o amor. Nas minhas palavras, é uma pessoa que teve uma vida fracassada, rodeada de decepções, e que não sabe se realmente merece ter uma nova vida, se vale a pena.

Teen Idle – Na verdade era pra ser “Teen Idol”, mas Marina mudou para “Idle” por causa de um moletom rasgado que ela assistiu em um desfile e que descrevia a asolecente rebelde e impura.

031L15590002_1Uma das personagens do “Electra Heart”, a adolescente problemática e que quer ficar trancada o dia inteiro dentro de casa, do seu próprio mundo, que não quer ser pura. A letra é bem sombria, e digamos, descreve 85% dos adolescentes atuais.

Valley Of The Dolls – Já começa tendo uma batida incrível (assim como todas as músicas do CD) e é a mais romântica do CD, e essa música tem um significado eterno pra mim. Foi a última música escrita do álbum, e retrata um pouco a solidão de viver em LA, já que no segundo CD, Marina teve um pouco de medo dos produtores dos EUA não conseguirem trabalhar com ela. Ela não sabia que identidade devia tomar, o que ela deveria ser. E colocou isso na música.

Hypocrates – Eu tenho uma relação de amor eterno por essa música, porque eu vivi (também) um relacionamento muito parecido com o que a Marina cita na música. É uma música triste, mas com um som mais ‘country’, e acho as batidas parecidas com as das músicas da Taylor Swift, e como a voz da Marina transforma qualquer batida em uma coisa divina de se ouvir, a música ficou perfeita. Fala sobre um relacionamento hipócrita, do tipo “quem é você pra me dizer quem eu devo ser ou fazer?”. Essa música é doce, eu cantarolo sempre, e já escrevi muita coisa bonita enquanto eu ouvia ela. Pena que deu brete na minha personalidade e eu joguei tudo fora.

Fear and Loathing – Pra mim, é a música mais obscura do álbum. A batida no início é uma coisa que eu nunca ouvi antes, e eu sou apaixonada por instrumentais assim. É o tipo de música que você vive em outro mundo quando ouve, você esquece os seus problemas, você só consegue encarnar na letra, na batida, no som da voz da Marina. Eu sou apaixonada por essa música, e pretendo tatuar um trecho dela, todo o santo dia eu coloco ela pra tocar, principalmente quando eu não sei mais o que eu faço da minha vida, em quem eu acredito, o que realmente eu preciso ser pra melhorar. A música fala sobre a Marina se mudar do Reino Unido para os EUA pra criar o Electra Heart. Ela achou que passaria por relações de preconceito e que seria rejeitada, mas acabou não sendo nada disso e ela colocou isso nessa música. E mesmo tendo um significado pra ela, ela tem um significado pra quem ouve (a maioria). Eu AMO artistas que conseguem tornar uma música significativa pra eles e pros fãs, ou quem simplesmente ouve e não é fã. E o final da música é um pouco bizarro, onde por alguns minutos, aparece uma voz cantarolando com um ar mais ‘distorcido’ que na realidade, é uma canção grega de sua avó, Lambrini Kaklamani. Em inglês, fica assim:

I desire to see sweet fairies
And a magic dance from an exotic body
To caress black hair
To kiss ash lips
A song from Algiers
The song of the camel keeper
In a sweet african rhythm

 

 

Desejo ver fadas doces

E uma dança mágica de um corpo exótico

Para acariciar o cabelo preto

Para beijar lábios cinzas

Uma canção a partir de Argel

A canção do detentor camelo

Em um ritmo doce africano…

 

▬ BÔNUS ▬

Radioactive – Fala de um relacionamento que Marina viveu… tá, coisa chata isso d’eu falar “vivi isso também” hahaha, mas vivi! Quando o cara é desgraçado, ele faz com que todas as músicas que você ama, possuam um significado. Mas enfim, é uma música divertida e totalmente dançante, mesmo tendo trechos tristes, mas Marininha soube transformar em uma coisa alegre.

Sex Yeah – Fala sobre o tabu que envolve o sexo, e a música é totalmente feminista. Desculpem pelo vídeo não estar aqui, é que o YouTube é um cu e não deixou eu digitar “sex”. Virjões.

Buy The Stars – Tocada apenas com um piano e mesmo assim é de arrepiar.

Lonely Hearts Club – Ao meu ver, essa música é tipo a mulher dos anos 60 que perdeu o seu “Elvis” e resolveu abrir o clube dos corações solitários e falar sobre a solidão, sobre não ter ninguém e sobre o amor ser uma tremenda porcaria. Tem uma batida MUITO viciante, estilo anos 80.

 

The Fame Monster: faixa por faixa.

Como eu já tinha dito no meu último post sobre a Gaga, eu resumi mais ou menos o que cada faixa do seu segundo álbum/EP dizia a respeito da vida dela. Bom, é um álbum
qualquer pra quem apenas ouve ela por ouvir, mas os significados vão além disso quando se trata de um fã que acompanha a Gaga desde a época The Fame.

O The Fame Monster é um EP com 8 faixas sombrias e dançantes, onde cada faixa relata um medo que Gaga viveu na passagem de uma era para a outra. Sombrias no modo das letras, das mensagens, dos videoclipes. De tudo. Na minha opinião, apesar de ter apenas oito faixas, é o melhor álbum criado por ela e dá uma surra no Born This Way, apesar do álbum também ser muito bom e cheio de significados. Você sabe detalhadamente o que cada música significa neste EP? Leiam o significado de cada uma logo abaixo! (ah, lembrando que se algum site referente à Gaga usar o post, por favor, seja gentil e credite. A não ser que queira ter o blog bloqueadinho e bonitinho).

† BAD ROMANCE †

 Como todo mundo deve saber, essa música relata o medo do amor. Na época, Gaga ainda namorava com o seu ex-namorado Lüc Carl. Namoro, não-namoro, ninguém sabia o exato. Gaga e Lüc iam, voltavam, apareciam juntos, ficavam dias separados, e pela letra nós vemos exatamente o que a Gaga quis dizer. Seu namoro com o Lüc não era fácil, isso os próprios fãs podiam perceber: tanto pelas músicas antigas quanto pela cara que Gaga saía em alguns dias (lembram das fotos onde ela saía com uma cara de tristeza?) ou pelas mensagens que Gaga soltava nas redes sociais. Foi um relacionamento duro, e que depois de muito vai e vem, acabou, definitivamente. Segundo o próprio Lüc Carl, o motivo foi a distância. (na verdade ela trocou ele por um boy nada magia. Taylor Kinney, se ler isso, saiba que não gosto de você, beijão :*)

O videoclipe da música você vê logo abaixo, foi o videoclipe que marcou o início da nova era da Gaga, era de mudanças de estilo, palavras, músicas, significados.

† ALEJANDRO †

 Foi o primeiro videoclipe polêmico (polêmico mesmo) na vida artística da Gaga. A música relata o medo do sexo, e Gaga colocou muita coisa “subilimar” no vídeo. Ao meu ver, não é nada de mais, mas ao ver religioso, é a maior blasfêmea do mundo. Gaga aparece engolindo um terço, aparece com cruzes invertidas em suas roupas, seus dançarinos aparecem de salto alto e Gaga aparece na cama como um estilo de “fantoche”, controlada por um homem. Sem esquecer de que o brasileiríssimo Evandro Soldati, participa do vídeo.

É o vídeo que eu menos entendo, pois o sentido da música é um, e o do vídeo é outro. Resumindo, Gaga quer Alejandro, Fernando e Roberto, mas eles são gays. Então, Gaga
resolve amarrar cada um deles e fazer o que quer. Bom, dá pra ver claramente ela com eles em cima de algumas camas. O vídeo foi bem confundido por “Vogue” da Madonna,
onde eu concordo. Considero este vídeo, o melhor de todos os que a Gaga fez, até hoje.

† MONSTER †

Essa música relata o medo do homem, em geral. Acho que porque Gaga viveu muitos romances, e se deu mal em todos. Como ela já disse em uma entrevista, ela é muito romântica, muito fácil, e cai no amor com tamanha facilidade. Por um motivo ou outro, Gaga sempre acabava sozinha. Será a divisão entre a carreira e a vida amorosa? Em um trecho você pode ouvir claramente: “este garoto é um monstro, ele comeu o meu coração”. Ouça a música no vídeo abaixo.

† SPEECHLESS †

É a música mais tocante deste álbum, e talvez, de todos os álbuns que Gaga criou e ainda criará. Essa música tem uma história muito grande por trás, onde Gaga estava em um show da The Monster Ball, e sua mãe ligou para ela dizendo que seu pai, Joe, estava passando por uma cirurgia em seu coração. Gaga entrou em pânico, correu para o estúdio e gravou a música. Fora isso, Gaga também tatuou “Dad” perto do ombro, onde o vídeo virou uma pequena interlude, a “The Opera”.

Você pode estar feliz, muito feliz, mas você chora quando ouve essa música porque você consegue sentir na voz da Gaga que ela colocou a vida inteira dela naquela música. É de
arrepiar, realmente.

Speechless relata o medo da morte, principalmente o de perder seu pai, mas isso não retira o fato de ser dedicada (também) ao seu ex-grande amor, Lüc. Gaga cita cabelos grandes, mentiras manchadas de cigarro, “sua cantada é mais uma piada?”, jeans, etc, etc. Sim, Lüc também ganhou “Speechless”, o que torna a música mais emocionante ainda, pois quem é fã SABE o quão a Gaga sofreu e cresceu com o relacionamento entre ela e Lüc Carl.

† TELEPHONE †

Contando com a (humildíssima) participação de Beyoncé, é uma música que relata a fama e o sufocamento que ela pode causar. Você sabe, fama, telefone tocando a todo
instante, fãs e mais fãs, autógrafos, festas, tablóides, isso tudo realmente sufoca quem não possui cabeça para o sucesso.

Eu não entendo muito bem a música, que também fala sobre terminar um namoro e não estar nem aí pra isso, querer só se divertir. O videoclipe não faz relação nenhuma com a
música, já que Gaga e Beyoncé matam pessoas e fogem do país. E também, Gaga prometeu uma versão 2.0, que eu não vi até hoje. “Telephone” é o clipe que Gaga mais
detesta, pois não saiu do jeito que ela queria. Bom, é um dos meus prediletos, e você assiste aqui:

† DANCE IN THE DARK †

A música perfeita que era pra virar single, e não virou. Após “Bad Romance”, “Dance In The Dark” foi marcado como single, mas apenas promocional, pois os gerentes da Gaga resolveram marcar “Alejandro” como o próximo single. Então a música foi apenas tocada em algumas rádios americanas e australianas, não chegando a ser single oficial.

DITD é a música mais “dark” do álbum, e é cheia de significados. A música relata o medo de si mesma, de seu corpo, principalmente. É aquela garota que tem um namorado mas odeia o seu corpo, e apenas dança no escuro, ou seja, transa apenas no escuro, onde o seu corpo se torna invisível. Além disso, Gaga cita artistas que morreram tragicamente. Eu tinha um post bonitíssimo sobre cada morte, mas eu fui inteligente demais e apaguei o post. Pra quem tiver alguma dúvida, é só jogar no google que você acha, uma por uma.

† SO HAPPY I COULD DIE †

Todo mundo sabe (principalmente os fãs) que a Gaga tem um vício enorme por bebidas. Entre 2009 e 2010, Gaga aparecia bêbada constantemente, tanto em vídeos, quanto em fotos e publicações no twitter. Entre a sua primeira era e a era The Fame Monster, Gaga vivenciou muitas coisas, como eu disse. Dentre elas, Gaga vivia indo em festas com os amigos, e bebia além do suficiente. Suas bebidas prediletas, segundo ela, são: vinho tinto e whiskey, pois ela e seu avô bebiam juntos. Nessa música, Gaga relata bastante as festas e ocasiões em que os artistas famosos comparecem, tanto com outros artistas quanto com seus próprios amigos. E como quem bebe bastante sabe, a bebida, em certo nível, deixa a gente feliz, com “estrelas nos olhos” e “tão felizes que morreríamos”. SHICD relata o medo dos vídeos, principalmente o da bebida, ou seja, o medo de ficar dependende do mesmo, como alguns artistas, que até depois de certo tempo precisam da rehab básica. Muitos artistas possuem suas vidas destruídas pelo vício da bebida, e essa música relata isso. É uma música dançante e emocionante ao mesmo tempo, acho que ela produz um significado que deixa o meu interior assim, não sei se vocês possuem a mesma sensação libertadora quando escutam. É uma das melhores do álbum, na minha opinião.

† TEETH †

É a música da Gaga que contém vários significados sexuais. “Teeth” é o medo da verdade, e você pode ver claramente que Gaga sempre citou isso, até no videoclipe de “Marry The Night” na parte da prelude ela diz que simplesmente odeia a realidade, ou seja, a verdade. Na sua tour “The Monster Ball”, quando “Teeth” começa, Gaga diz em francês: “Je déteste la vérité”, ou seja: “eu odeio a verdade”. No meio de muitas coisas, embora a fama seja doce, nós temos que lidar com a verdade. O mundo de conto de fadas existe sim, mas dentro da nossa própria cabeça, onde podemos colocar e retirar os momentos que a gente quer. A realidade não é nada disso. Você perde amigos, perde parentes, seu maior amor lhe deixa ou você tem que lutar com muita garra para manter a pessoa amada no seu lado, você tem que ter forças para aguentar o mundo lá fora, pois a vida te dá muito tapa na cara. Não é diferente na vida da Gaga. Por ela ser famosa, não adianta muito, já que assim como nós, ela é humana. Gaga perdeu o avô, vivia um relacionamento tenebroso com Lüc e ele a traía, mas ela o amava com todas as forças. Gaga sofre de depressão e tristeza crônica, se sente sozinha na maioria das vezes, e segundo ela, ela acha forças para lutar quando pensa nos fãs, nos amigos e na sua família, essas três coisas são os seus bens mais preciosos, principalmente os fãs, que trouxeram vida à Gaga. E apesar de tudo, ela tem que aturar a verdade, ou seja, que a vida dela não é o conto de fadas que ela cria na cabeça.

“Teeth” também fala bastante de sexo, ou seja, envolve um homem, provavelmente o Lüc. “Pegue um pedaço da minha carne de menina má”, ou seja, meio que um “prove do que eu sou capaz”, “me mostre os seus dentes”, ou seja, “me fale quem realmente é você”, e tantos outros significados.

Segundo uma entrevista da Gaga que eu não me recordo, ela disse que escreveu a letra de “Teeth” quando esperava para ser atendida no dentista, por isso o nome, “Teeth”. A música envolve vários significados mesmo, sexuais, sobre a origem do nome, sobre a vida da Gaga, sobre ter que conviver com a realidade, cabe a cada um tirar suas conclusões sobre o que entende da própria música. Alguém lembra de músicas indianas no início dessa música? Haeihaeiuh.

Espero que tenham gostado da análise! 😉