O estilo de Marina Diamandis

Já falei muitas vezes da Marina aqui no blog, mas mais puxando pro lado musical e por isso preparei um post pra detalhar mais o lado fashionista da galesa, popularmente chamada de Marina and the Diamonds. 

Na fase do The Family Jewels lá em 2010, Marina era um tipo de Fiona Apple (musicalmente falando) e abraçava um estilo meio gótico e rebelde (misturadinho com um Restart), com direito a batom preto ou neon, muito preto nos olhos e no cabelo.

marina01Essa era a Marina lá das antigas, que também carregava um estilo bem largado nos palcos.

 

marina02Gosto muito da Marina pela pessoa divertida e ‘nem aí’ que ela é e por ela usar isso também no modo de se vestir, onde quebra aquele padrão eterno da mulher que deve vestir roupas a la Nicki Minaj pra parecer bonita e gostosona. Nessa fase, a Marina costumava usar roupas bem largadonas mesmo (socorro com a primeira foto que engordou a Marina uns 10kg).

Além de mudar completamente no estilo musical, ensinando meninas a partir corações (chupa, Adele) e usando batidas futurísticas em suas músicas, Marina mudou completamente seu estilo quando deu início ao Electra Heart, em 2012. Do gótico e escuro ela passou a usar roupas e penteados de uma boneca retrô dos anos 60, com direito a lacinhos no cabelo, sobrancelha marcada, cílios a la Twiggy e roupas em tom pastel, de preferência o rosa e o nude.

 

marina03

Uma vez a Marina foi mudar o cabelo, e detonaram com o cabelo preto dela. Por isso ela teve que usar uma peruca, que acabou sendo pintada de um loiro quase platinado, e ficou esse mesclado (que eu acho per-fei-to) preto + loiro. Foi o que eu li em algumas fã-pages dela, se não for verdade me deem um toque. E sério, o cabelo ficou MUITO lindo. Marina adotou totalmente o estilo retrô e um coração delineado na bochecha, o que virou sua marca registrada. Do batom preto, Marina foi para o nude rosado ou o vermelho puxando para o coral. Também começou a usar muita blusa e top cropped, o que valoriza muito o tronco dela e os seios (que eu insisto em dizer que é silicone), que são grandes. Uma boneca mesmo, né? ❤

 

marina04Marina, você não gosta da Nicki Minaj mas você tá igual a ela na última foto. Essa sua calça merece ir pra nunca mais voltar. Taca um foguinho nela, faz bem pra estima! E voltaaaando, eu disse que a Marina usa MUITO cropped, né? E não fica lindo? Nunca vi ela errando o look cropped + saia evasê (ou godê) ou cropped + saia longa. Ela consegue deixar tudo em perfeita harmonia. E uma plataforma básica pra deixar mais bonito.

E se você não conhece o som dela, deixei meus videoclipes prediletos da Marina.

‘CAUSE THIS IS THRILLER! THRILLER NIGHT!

(além de ser a minha predileta do TFJ, essa música no maior volume é vida, é tudo)

(só Deus sabe o quão apaixonada eu sou por este vídeo. ♥♥♥)

 

 

 

 

 

 

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Faixa por faixa ▬ Born This Way

O segundo álbum da Gaga (não colocarei o “The Fame Monster” como um álbum porque ele é apenas um extended play) chamado “Born This Way” foi lançado em 23 de Maio de 2011, vendendo, em apenas uma semana de lançamento, mais de um milhão de cópias. Recebeu muitos elogios, até de críticas mais insuportáveis exigentes, e até hoje continua sendo muito bem elogiado.

lady gaga born this way deluxe

Para alguns, esse álbum foi meio que uma mão na roda pra sair de vez do armário, já que não é coisa fácil. E segundo a Gaga, esse foi o álbum mais significante pra ela, pois ela colocou sentimentos pessoais, mágoas e tudo de não muito bom neste CD. E o resultado saiu incrível! Claro, como nem tudo é elogiado teve gente que xingou, que chamou de escroto, que quis realmente humilhar mas ouviram o CD todo pra chegarem nessa conclusão, ou seja: obrigado por ouvir! E vou dar a minha opinião, esse álbum foi MUITO bom de verdade mas não supera o “The Fame Monster” de jeito algum. Acredito que esse EP dela vai ser melhor do que todas as músicas que a Gaga fez, faz e ainda fará. O que resta é esperar esse bendito ARTPOP (que tá praticamente se tornando uma lenda) e ver se realmente supera, ou não.

O álbum possui muitos significados por trás das músicas, e foi o CD mais pessoal da Gaga, segundo ela. Tudo de ruim que ela passou na vida, tudo o que ela enfrentou antes de chegar onde chegou e o que ela ainda enfrenta (porque fama não é só luxo e humilhar azinimiga, bebê) estão em cada música do álbum. Quem acompanha a Gaga desde Red and Blue o início sabe que ela passou por muita treta e também sabe qual significado que cada música tem, mas como me pediram eu vou relembrar alguns.

“Marry The Night”

Perguntaram para a Gaga o motivo de “Marry The Night” ser antes que o “Born This Way” na track do álbum. Gaga disse que antes de aceitar você mesmo, você não deve desistir dos seus sonhos por nada nesse mundo. E “Marry The Night” é uma música completamente linda quando você sabe o sentimento que tem por trás dela.

Essa música tem uma batida bem 90’s e a la Bowie. Ela retrata tudo o que a Gaga passou antes de chegar no mundo da fama e do glamour. Foi demitida da primeira gravadora, largou a família pra tentar realizar o sonho de ser famosa, morou no apartamento mais barato de NY e usava drogas quase sempre, por se sentir sozinha, sem amigos e um fracasso total. Era ela, um sonho e a vida de bosta que ela tinha mas mesmo assim ela foi que foi, enfrentou treta por treta e conseguiu se tornar uma rainha e se considerar uma guerreira.

”Marry the Night” é sobre estar de volta à Nova York. É sobre minha coragem em dizer: ‘eu odeio Hollywood, eu só quero viver em Brooklyn e fazer música.’ É sobre não me acostumar com Hollywood e voltar para Nova York, para os meus amigos, minha família e meu velho apartamento onde eu morava.

E a música se tornou o último single do álbum, com um pouco de atraso no lançamento. O atraso foi por motivos também pessoais, já que Gaga não conseguia gravar algumas cenas porque ela lembrava de tudo o que passou, chorava e dizia que não ia conseguir gravar. Mas o papis deu um empurrão e ela lançou, finalmente! E o videoclipe foi o mais incrível de todos os que ela lançou nessa fase Born This Way. Do início ao fim, sem tirar e nem colocar. Você acaba entrando na história, acaba sentindo o que ela realmente passou e você também se emociona. Se emociona com a música, com o videoclipe, com as coisas que ela enfrentou e por ela ter conseguido. Ou vai dizer que nunca te deu um ataque de chororô enquanto você olhava? Acho que quem acompanha a vida dela desde 2009 por aí entende muito bem o que eu tô falando.

“Born This Way”

Chegamos no clímax do CD. Um trecho de “Born This Way” foi cantado no VMA 2010, onde Gaga se emocionou enquanto o cantava e anunciava seu primeiro single. Depois de lá foi só espera e piripaque com medo de ser uma das sacanagens da Gaga, aquele falei-e-não-lancei, até o Grammy 2011, que teve a performance completa (e sambista). Logo após a música tocou em uma rádio, e se tornou um hino gay. Muitos saíram do armário por causa dessa música, ganharam coragem pra assumir que são bolachão ou que são porpurinados lá pro pai e pra mãe, e apesar da música não ter sido tudo o que a Gaga prometeu que fosse (e apesar das eternas comparações com Madonna), essa música libertou muita gente e deu uma vida melhor para quem resolveu se aceitar do jeito que é. Teve gente que se libertou até da vergonha de bater cabelo na baladinha e agora quase quebra o pescoço quando a música toca em alguma festa. O videoclipe foi lançado e se tornou um dos melhores em toda a carreira da Gaga. O significado da música tá bem na cara, então acho que não preciso explicar verso por verso.

”Eu escrevi a música em 10 minutos e é uma música com uma mensagem mágica. Depois de escrita, os portões simplesmente se abriram e as músicas começaram a vir. Foi uma concepção imaculada. [concepção imaculada lembra bem a idéia do nascimento infinito que se passa no clipe da música]. Quando eu comecei a escrevê-la, era pra ser uma música sobre revolução, liberdade e contra o preconceito. E quando eu tive essa visão, essa ideia, eu só pensava nos meus fãs, e de muitas maneiras, foram eles que criaram essa música.”

AIQUEBONITIIIIIINHA!

“Government Hooker”

Essa música foi inspirada em Marilyn Monroe, uma das inspirações de Gaga e também a música é uma das mais sensuais do álbum. E a batida não te lembra algo? CLAUDINHO E BOCHECHA, MAS É LÓGICO!

Batida totalmente viciante, letra provocativa e uma mistura de ópera com o pop. A voz masculina na música torna ela mais sensual ainda, e a voz é de um de seus seguranças, Peter. O italiano, japonês e espanhol da música te impedem de ficar parado(a).

O humor da música é que é como se fosse uma máquina me dizendo o que fazer, e felizmente eu faço contanto que seja fodida. É uma metáfora para como o governo nos fode hoje em dia, mas também faz graça das popstars que fazem milhares de plásticas – eu irei fazer qualquer coisa, enquanto você me pagar e me ferrar.

“Judas”

Considero essa música um “Bad Romance” 2.0, pois as duas letras retratam o mesmo assunto, o romance ruim. Ao contrário do que muitos pensam, “Judas” é sobre amar o homem errado, aquele que te trai mas apesar de tudo, você sempre estará pronta para ele. Apesar de tudo, a música é sim um pouco blasfêmica por ter duplo sentido em alguns versos mas não é todo esse exagero que as pessoas falam. Parece que as pessoas que odeiam a Gaga possuem sempre os mesmos argumentos e um deles é sobre essa música. Tem gente falando/aumentando demais e entendendo de menos. Enfim, a batida da música é muito envolvente e viva e rica de sons pesados, o videoclipe é demóis ainda mais pelo Norman Reedus fazer o papel do Judas. Vou chamar esse cara de Judas por todo o sempre, e não pelo personagem que ele faz em The Walking Dead. Beijo, Brasil.

Essa música foi inspirada (o álbum todo foi, né sua levadinha) no ex namorado da Gaga, Lüc Carl. Os dois ficaram juntos (e terminavam também) por seis anos, e Gaga passou por muito problema com ele, entre eles, a traição. Digamos que o Lüc era um filho da mãe com a Gaga e apesar das traições e tretas que os dois passavam, ela estava lá por ele sempre. Mas cá entre todos, a Gaga não era nenhuma santinha do pau oco, né? Enfim, foi que os dois acabaram rompendo, segundo o Lüc Carl foi por motivos da distância. E eu sonho por um dia onde eles voltem a namorar porque eu acho esses dois as coisas mais lindas e fofas do mundo, apesar do Lüc Carl me dar block no Twitter a troco de nada.

A música é sobre sempre se apaixonar pelo cara errado. Não é surpresa para ninguém que Judas é um homem bíblico. Você tem que olhar para o que está te atormentando e precisa se perdoar para seguir em frente.

“Americano”

Não é a minha predileta, mas música já começa com a voz da Gaga em um tom mais grave (e lindo!) e bravo. Essa música fala de vários assuntos relacionados aos EUA, como o homossexualismo (casamento gay), sobre as leis da imigração e ela possui uma batida bem latina, com trechos em espanhol. O refrão é pegajoso, é poderoso, é incrível e ouvindo essa música pode ver claramente que Gaga possui uma voz DIVINA.

Mis canciones son de la revolución
Mi corazón me duele por mi generación

Gaga quer dizer que suas músicas músicas fazem parte de uma revolução, ou seja, fazem parte de um mundo melhor, sem preconceitos e que seu coração dói por sua geração, ou seja, dói pelos seus fãs, principalmente aqueles que enfrentam constantemente preconceitos e são vítimas de bullying.

I don’t speak your
I don’t speak your
Languagono
I don’t speak your
I won’t speak your
Jesus Cristo

É claro que estamos falando de imigração. “Eu não falo a sua língua, eu não falo, eu não falarei o seu Jesus Cristo”. Nota-se claramente um duelo de latinos VS americanos.

I will fight for
I have fight for
How I love you
I have cried for
I will die for
How I care
Ela lutou e lutará pelos seus fãs e pelo amor dela por eles. Ela chorou, chora e morrerá pelo o que se importa, que é lutar por um mundo melhor.

Eu canto na música sobre leis da imigração e casamento gay e todos esses tipos de coisas que devemos fazer pelos países da América.

“Hair”

A música começa com um saxofone marcante, que combina com o piano e as baterias de fundo. Logo de início a música já é emocionante e marcante, ganhando cada vez mais força, e nota-se que Gaga canta com tamanha ênfase e joga todos os seus sentimentos nessa música. Essa música é uma das mais pessoais dela, onde na época de escola, Gaga precisava usar uniforme e a única coisa que ela podia mexer, era seu cabelo.

Whenever I’m dressed cool my parents put up a fight
And if I’m hot shot mom will cut my hair at night

I scream: mom and dad, why can’t I be who I want to be?
I just wanna be myself and I want you to love
me for who I am


I’ve had enough, this is my prayer
That I’ll die livin’ just as free as my hair
I’ve had enough, I’m not a freak
I just keep fightin’ to stay cool on these streets


I just want to be free, I just want to be me
And I want lots of friends that invite me to their parties
I don’t want to change and I don’t want to be ashamed
I’m the spirit of my hair, it’s all the glory that I bear

Quando Gaga ia para a escola, ela não tinha escolha e só podia mudar seu cabelo, pois ela usava uniformes e sua mãe brigava com ela e a chamava de maluca. Quando ela foi para a faculdade ela costumava usar roupas extravagantes, muito diferente das roupas que as outras usavam. Seus pais ficavam com medo, e se sentiam mais aliviados quando Gaga ia com roupas normais. Gaga queria ser livre e ser ela mesma, ter sua própria identidade e não ser aquela que vive no padrão dos outros. Ela não queria viver e ser como as outras, e seus pais não ficavam ‘confortáveis’ com as atitudes dela, de querer ser diferente. Eu gosto muito dessa música porque gosto de músicas que falam sobre lutar pela liberdade, e é impossível não se emocionar com a voz poderosa da Gaga nessa faixa. Muito amor.

Eu usava uniforme na escola, então meu cabelo era minha glória. Eu costumava fazer ciúmes nas outras garotas porque eu costumava usar meus cabelos muito bonitos na escola. Minha mãe costumava ficar furiosa comigo porque ela achava que eu parecia uma maluca.

“Scheiße”

Música totalmente feminista, com um início que já começa poderoso e grudento. É a querida da maioria dos fãs, e é a mais agitada do álbum. Fala sobre as mulheres exercerem seu poder, sua sensualidade e lutarem pelos seus direitos, chutarem todos os obstáculos que aparecerem na sua frente, sobre dar um foda-se para os preconceitos atuais relacionados à mulher e poder ser guerreira, forte, corajosa. E é o que a Gaga é! Segundo ela, a música foi escrita após Gaga ir em uma festa ‘suja’ na Alemanha, e ela adorou o resultado da música. E aquele “AWWW” é o que torna a música mais incrível ainda, AW!

Eu escrevi essa música depois que saí de Berlim. Eu fui a um clube na noite passada, me diverti com meus amigos e no dia seguinte escrevi ‘Sheiße’. Eu pensei ‘nossa, ficou bom!’. Mas essa música também fala sobre querer ser uma mulher forte, sem toda essa merda que os tabus impõe. Sobre qualquer coisa que fique no seu caminho, sobre ser corajosa. Essa não é a única palavra em alemão que conheço, eu apenas gosto dela. É sexy!

“Bloody Mary”

A faixa mais obscura do álbum, que me lembra “Dance In The Dark”. Com vozes masculinas de fundo, a música possui instrumentais maravilhosos e teatrais, que dão um clima totalmente artístico e poderoso. Ela fala sobre Maria Madalena, óbvio. E que vai ultrapassar todas as barras, vai lutar e vai sangrar por amor. E Gaga teve (ou ainda tem?) um carro chamado Bloody Mary!

Bloody Mary é bastante sutil. É sobre Maria sendo divina e humana ao mesmo tempo, com um subtexto sobre o papel de uma mulher que é destinada a ser uma superstar e uma mulher real ao mesmo tempo. Eu acredito que Maria Madalena foi divina e humana. Ela teve que ser forte quando Jesus teve que cumprir a profecia de morrer pelos pecados de todos, mas ela ainda assim teve seu momento de humanidade quando decidiu deixá-lo ir. Ela tinha que ser uma superstar, mas deve ter chorado também. Na música, eu estou lutando entre a realidade e a fantasia. É inspirada no meu carro e em Maria Madalena – a maior namorada de um rockstar.

“Black Jesus † Amen Fashion”

Começa com um instrumental um pouco obscuro, com a voz da Gaga repetindo “black” várias vezes. A música ganha força conforme os segundos se passam, e ao contrário do que pensam, a música não é blasfêmica.

Essa música fala sobre a mudança radical ne vida da Gaga, quando ela se mudou para NY aos 19 anos e teve que lidar com novos modos de pensar, novas culturas, um novo estilo de vida. Ela estudou em uma escola católica quando era mais nova, e a religião lhe foi ensinada de um modo. Quando ela chegou em NY, teve que conviver com um novo modo de pensar e não é tão difícil quanto parece, pois você pode mudar as suas ideias e seus pensamentos conforme muda de roupa, por isso o “Amen Fashion”. Jesus é um  símbolo de compaixão, perdão e amor, e a música retrata se estilizar como Jesus, com perdão, compaixão e o perdão.

A música é sobre mim me mudando para o centro de Nova York, e sendo apresentada a uma maneira completamente nova de pensar, diferente daquela que me ensinaram.

“Bad Kids”

Ela começa com um som de guitarra, enquanto Gaga parece estar xingando alguém,  que não aceita ela como ela é. Essa música é bem engraçada, pois Gaga se inspirou nos fãs para criar a faixa. Seus fãs costumavam mandar cartas para ela enquanto ela estava em tour, e nelas haviam histórias sobre suas aventuras de crianças más. Gaga resolveu colocá-las na música, e o resultado saiu totalmente explêndido.

”Bad Kids” é inspirada nas histórias compartilhadas de tantos little monsters, enquanto eu estava na estrada. Eu queria um som em tributo às suas histórias. Eu sou uma criança má também!

A música fica mais suave ao passar dos segundos, mas a letra permanece forte e significativa. É difícil ninguém se identificar com ela, já que alguns problemas citados na música se encaixam perfeitamente nos nossos. E é uma música que eu tenho muito carinho, porque me identifico muito. Afinal, todo mundo tem uma criança má dentro de si e não importa a idade.

“Fashion Of His Love”

Gaga acredita que sua alma foi tomada pelo seu ex-estilista e melhor amigo Alexander McQueen, enquanto ela escrevia a música. A faixa foi totalmente inspirada nele, já que Alexander e Gaga eram muito próximos, e Gaga ficou totalmente desnorteada quando soube de sua morte. A batida é futurística e alegre, e ao mesmo tempo a letra, o backing e a voz da Gaga soam fortes e com muita emoção. A música contém partes de uma unreleased muito antiga da Gaga, chamada “Then You’d Love Me”.

Fashion Of His Love é sobre Alexander McQueen. Eu a escrevi após sua morte.

“Electric Chapel”

O que seria dessa santa música sem o instrumental forte, poderoso e sem as guitarras? Essa música é uma das mais apaixonantes para mim, e o instrumental é o melhor do CD. Ela já começa com uma guitarra e um piano no fundo, e aos poucos vai  misturando com batidas futurísticas e sinos tocando.

My body is a sanctuary, my blood is pure
You want me bad, I think you’re cool
But I’m not sure
Deu pra perceber que no primeiro trechinho, Gaga fala de uma garota virgem, que possui um corpo santo e que seu sangue é puro, ou seja, sem nenhuma doença. No segundo, Gaga fala sobre um cara que a quer muito, mas que não sabe exatamente se também o quer. Insegurança e a dúvida, se realmente vale a pena, e o trecho também serve como  uma dica pras jusnéia que vão logo de cara com uma pessoa sem nem saber o que estão fazendo, vão só porque o cara quer (no caso, o sexo). Conheço muitas.
If you want me, meet me at electric chapel
If you want me, meet me at electric chapel
If you want to steal my heart away
Meet me, meet me baby in a safe place
Come on, meet me in electric chapel
Existe muita coisa por trás de um simples verso que parece completamente inofensivo. Não sei se perceberem, mas “Electric Chapel” significa “Sexo Seguro”, não traduzido mas a letra realmente envolve isso e mais o vocabulário religioso. Gaga criou palavra com palavra na letra, e aproveitou pra dar uma escondidinha nos significados de cada uma delas. E o verso explica que se um cara quer ela, que haja entre os dois um sexo seguro, ou seja, com proteção. Camisinha pros leigo. Se ele também quer roubar o coração dela, que haja um sexo seguro.
Confess to me where you have been, next to the bar
Pray for your sins, right under the glass disco ball
Gaga sempre disse que considera o gênero Pop como uma religião, e o verso diz claramente que o cara deve rezar pelos pecados abaixo do globo brilhante da discoteca. Reze lá, liberte-se.
A Monster Ball é uma capela elétrica. A música fala sobre a necessidade de se sentir seguro pra encontrar o amor.
“Highway Unicorn”
Como alguns (ou apenas os fãs) devem saber, Gaga sofre de tristeza crônica e depressão. Por passar muito tempo longe de casa, da família e dos melhores amigos, Gaga costuma se sentir muito sozinha, mas que deve erguer a cabeça e seguir em frente para realizar seus sonhos. O sonho de fazer os fãs mais felizes, de fazer mais um show e de cantar para milhares de pessoas. Em um Gagavision, Gaga diz que quando está assim, ela pensa constantemente nos fãs e diz para si mesma: “lute, pequena pônei, lute”, onde também está na música. E é o que essa faixa retrata, a vida da Gaga na estrada, longe das pessoas que ela mais ama. E ela também deixa um conselho nos versos, no qual devemos ser fortes nessa estrada, que não devemos desistir dos nossos sonhos e que devemos ser como unicórnios, que são metade magia e metade realidade. Devemos sonhar e lutar pra que isso se torne realidade ao mesmo tempo. E finalmente estaremos na estrada do amor! E essa música foi totalmente inspirada em nada mais e nada menos que Bruce Springsteen (nota-se pelo instrumental).
A música é sobre mim, viajando pelas estradas com nada além de um sonho.
Parabéns aos envolvidos que não morreram de ar repetindo o “DIE” até a música acabar. Se eu não me engano, ela repete essa palavra 27 vezes.
“Heavy Metal Lover”
Gaga escreveu essa música após uma discussão feia entre ela e o Lüc. Chegamos na música mais sensual do álbum, com um instrumental totalmente futurístico, banhado a muito auto-tune, combinando com uma letra extremamente provocante e sensual. E essa música foi muito inspirada no Lüc Carl.
I want your whiskey mouth
All over my blonde south
Red wine and cheap perfume
And a filthy pout
Gaga diz que quer o bafo de uísque em seu Sul loiro, ou seja: estamos claramente falando do sexo oral. E a pussy da queridinha é loira, SOCORRO? Mas voltando… Gaga é apaixonada por vinho tinto, e na segunda parte ela diz que deseja um vinho tinto, perfume barato e um dizer sujo. Gaga costumava dizer em algumas entrevistas que ama ser dominada na cama e é apaixonada por sexo sujo, tanto que ela só permite que a chamem pelo seu nome verdadeiro (Stefani pros leigo) quando está na cama com alguém. ‘Stefani’ fora da cama? Não, jamais. E você vai receber de brinde, uma cara linda de desprezo. ‘Stefani’ na cama? Pode, e pode com gosto.
Tonight bring my friends
Because a group does it better
Why river with a pair
Let’s have a full house of leather
Nas letras que eu vejo, aparece “bring all your friends” mas gente, tenho a CERTEZA de que não é isso o que fala na música! É “my friends” sim! Enfim. Gaga diz para seu homem levar seus amigos, pois um grupo faz melhor. SURUBA, ÓIA! Levadinha essa Lady Gaga, não? E pra quê se contentar com um par de? Vamos encher essa espelunca com couros, ou seja: rockeiros, amantes do Heavy Metal.
Conforme a música toca, Gaga repete várias vezes “Who, who, who, who, who, who, who, who? Heavy Metal Lover” e isso soa como uma provocação, pois quem somos nós? Nós somos os amantes do Heavy Metal.
Dirty pony I can’t wait to hose you down
You’ve got to earn your leather in this part of town
Dirty pearls and a patch for all the Rivington Rebels
Let’s raise hell in the streets drink beer and get into trouble
A primeira parte logo diz que Gaga quer ‘molhar’ o homem, ou seja, excitá-lo muito. “Dirty Pearls” é uma banda de Heavy Metal lá de NY e os integrantes são muito próximos da Gaga e do Lüc Carl. Logo diz que Gaga quer a banda e um palhaço (no sentido de engraçado) para todos os Rebeldes de Rivington. Rivington é a cidade predileta da Gaga, e Rivington Rebels é um bar, tendo seu ex namorado como integrante. No caso, o “palhaço” citado na música também é Lüc, pois ele era engraçado e vivia fazendo piadas, segundo Gaga. A última parte fala sobre criar um inferno nas ruas, beber cerveja e entrar em confusão. O tema do bar é “Beer Drinkers & Hell Raisers”, ou seja “bebedores de cerveja e levantadores de inferno”.

I could be your girl girl girl girl girl girl
But would you love me if I ruled the world world world?
A Gaga poderia ser a garota dele, mas ele continuaria amando ela se ela fosse tão  famosa ao ponto de dominar o mundo e ser conhecida? Suportaria o assédio dos fãs? Conviveria com a fama dela? Antigamente, Gaga disse que quando era mais nova, ela tinha um namorado que não acreditava nela, nem em seus sonhos. Ele disse que ela nunca seria famosa, e nunca ganharia sequer um Grammy. Gaga respondeu que um dia, ele não conseguiria tomar  a merda de um chá em um restaurante sem vê-la na televisão ou ouvir alguma música dela no rádio. Não se sabe qual namorado disse isso, mas algo me diz que sim, foi o Lüc. E a relação disso com a parte dessa música me faz acreditar mais ainda nisso. E essa música é eterna pra mim, é a melhor do mundo e tem um significado enorme na minha vida.
”Heavy Metal Lover” é a última faixa que escrevi para o “Born This Way”. É sobre trazer seus amigos porque um grupo faz isso melhor.
“The Queen”
É a música mais pessoal do álbum, e a que Gaga já criou. O início é bem a la super Mario (hahahaha), e ganha uma força incrível e potente.

Oh, tonight I’m gonna show
Them what I’m made of, oh
The killer queen inside me’s coming to say hello


Oh, tonight I will return
The fame and riches earned
With you I’d watch them all be burned
Woah woah
Na primeira parte, Gaga diz que mostrará para todos o que ela é capaz de fazer e que a sua rainha matadora está vindo para dizer “olá”, ou seja, estamos falando da Gaga mostrar a todos o seu talento, suas performances, suas obras, seus atos como uma real rainha. E todos nós sabemos de longe que a Gaga já fez muitas coisas boas, e que as pessoas que a odeiam possuem a mania de apontar coisas erradas que ela já fez, mesmo sabendo que ela está transformando aos poucos o mundo em um lugar melhor. E que com alguém, Gaga assistiria toda a riqueza e a fama queimarem, e esse alguém são seus fãs. Ela é uma rainha graças aos fãs, nós. E já nos tendo, ela assistiria tudo isso queimar, porque ela já nos tem e ela não precisa de mais nada, pois nós a completamos do modo em que ela nos completa.
Whenever I start feeling strong I’m called a bitch in the night
But I don’t need these 14 karat guns to win
I am a warrior, I insist, it’s my life
“Se você tem talento ou confiança, as pessoas te chamam de arrogante. Ou de vaca”. É com essa frase da Gaga que eu explico a parte dessa música. Na primeira parte ela logo diz que quando as mulheres quebram o tabú sobre elas, vão a luta pelos seus direitos e seus objetivos, elas são chamadas de vadia pela sociedade e que apesar de chamarem Gaga disso, ela não desistirá de seus sonhos, de ser uma rainha. E não estamos falando sobre ser rainha do Pop, só gente pequena pensa nisso. Estamos falando em ser uma rainha no sentido de guerreira, de realizar seus sonhos e ser forte. Na segunda parte diz que a Gaga não precisa de armas de 14 quilates para vencer, ou seja, ela não precisa brigar com ninguém para conseguir o que quer, que é o que vemos constantemente na mídia. Cantora alfinetando cantora pra conseguir ibope nem que seja por alguns minutos ou por um tempo bem maior, gente pisando nos outros para serem melhores. Também vemos que Gaga ignora todas as críticas que chegam nela (e olha, são muitas), e que quando vemos ela botando a mão no fogo, é quando em vez de ofenderem ela, nos ofendem. Gaga nunca respondeu ofensas pesadas sobre ela, sempre ignorou e colocou em mente que ela precisava apenas ganhar o mundo com seu talento, e não alimentando o ódio das pessoas que querem vê-la para baixo e destruída. E na terceira parte ela diz que realmente não precisa de nada disso pois ela é uma guerreira que luta por tudo o que ela quer e que sangra pelos fãs, e essa é a vida dela!
I can be the queen that’s inside of me
This is my chance to release
And be brave for you
You’ll see
I can be the queen you need me to be
This is my chance to be the dance
I’ve dreamed it’s happening
I can be the queen
Como a letra fala muito dos fãs, essa parte explica claramente que ela pode ser a rainha para nós e que ela será corajosa por cada fã dela, não importa se moramos longe ou perto dela. Fã é fã, não tem essa de “ela nunca te viu, ela tá se ferrando pra você”, ela ama todos os seus fãs. Ela diz que pode ser a rainha que precisamos que ela seja, ela pode nos ajudar quando precisarmos dela. Lembram do incêncio que aconteceu em Santa Maria? Ela ficou sabendo que matou dois fãs, e mandou mensagens de conforto para todas as famílias das vítimas. Uma fã disse que um parente ou amigo (não lembro) também morreu lá, e Gaga simplesmente disse “por favor, aceite minhas orações”. Essa foi a coisa mais linda que ela tweetou para um fã, mesmo. Nós sabemos que Gaga sempre ajudou da maneira que podia, sendo pagando ingressos para fãs que não possuem condições, dando palavras de conforto, ou simplesmente com um abraço. Nós sabemos que ela sempre será nossa rainha, e que ela sempre vai sangrar e dar o seu melhor por nós. Tanto que ela sofreu calada pra não decepcionar nenhum fã em seus shows, e só paralizou a tour quando realmente não podia mais andar e precisava fazer uma cirurgia. E a última parte está clara, Gaga sonhou com isso e agora isso virou realidade. E ela se tornou uma rainha, a rainha do coração de cada fã.
I am wind and hurricane
The stormy sky and rain
When you run dry I’ll flood your pain
Gaga inundará, ou seja, tomará conta da dor que os fãs sentem.

In between the moments of
The lady I’ve become
A voice beats through the
Noise like drums
Rum pum pum pum
Entre os momentos que Gaga teve que passar até se tornar a Lady Gaga, ela ouviu batidas como tambores (ou seja, críticas negativas) até chegar no caminho da fama.
Starry night
Come inside me like never before
Don’t forget me when I come crying to heaven’s door
I will fly
On a challenger across the sky
Like a phoenix
So you can remind them of the dream I bore
A música ganha uma guitarra totalmente forte e emocionante, e ela relata o dia em que ela terá de partir, morrer e ela quer que nenhum fã esqueça dela quando isso acontecer. Ela voará em uma challenger no céu, ou seja, a challenger foi uma nave criada pela NASA que explodiu e matou todos que estavam nela. A nave explodiu no mesmo ano que Gaga nasceu, e ela diz que será como uma fênix e que mesmo morta, ela quer permanecer muito viva dentro da mente e do coração de cada fã. E o principal, ela quer que cada fã lembre dos sonhos que ela tinha, ou seja, ela quer servir de lição para todos os fãs que são inseguros com seus sonhos, quer que todos lembrem da vida pesada que ela teve enquanto não realizava o sonho de se tornar uma linda rainha. E a música acaba com um instrumental incrível. Eu sou apaixonada por essa música e eu choro sempre que ouço, porque sabe, a vida num tá fácio. A Gaga usa os fãs na música, mas eu uso o meu pai. O que ela diz pra nós nela, eu digo pra ele. É por isso que essa música me emociona muito, pois passei por vários problemas com o meu pai, que tem problemas de saúde e eu temo que ele parta cedo demais e acabe me deixando aqui, perdida no mundo e sem saber o que eu faço da minha vida sem ele.
The Queen é sobre coragem. É sobre não ter medo de ser grande.
“Yoü and I”
Gaga conseguiu, nessa música, expressar todos os seus sentimentos e mágoas. Tudo isso em poucos minutos.
It’s been a long time since I came around
Been a long time but I’m back in town
And this time I’m not leavin’ without yoü
Nota-se que o “ü” se refere ao seu ex (e futuro hahahahaha) namorado, o Lüc. E que depois que Gaga começou a viajar sem parar, ela teve que lidar muito com a distância, e que ela voltou para Nebraska mesmo depois de muito tempo e que essa vez, não partirá sem o Lüc, ou seja, arrumar um modo com que deixe os dois menos distantes.
Yoü taste like whiskey when yoü kiss me all
I’d give anything again to be your babydoll
This time I’m not leaving without yoü
Gaga daria de tudo para ser a bonequinha (o Lüc chamava ela de babydoll) dele novamente, e que ela não partirá sem ele, de jeito algum.
It’s been two years since I let yoü go
I couldn’t listen to a joke or rock n’ roll
And muscle cars drove a truck right through my heart
Depois de um tempão em que eles terminaram e Gaga finalmente deixou-o ir, ela não conseguia ouvir uma piada ou um rock sem lembrar dele. Lüc costumava ser muito engraçado, segundo ele mesmo e segundo Gaga e que ao lembrar dele, sentia como se carros potentes jogassem um caminhão em seu coração. Sei como é, Gaguinha. Sei como é.

 
There’s only three men that ima serve my whole life
It’s my daddy, and Nebraska and Jesus Christ
Gaga diz que só amará três homens em toda sua vida: seu pai, Lüc e Jesus. Até o momento em que ela gravou o videoclipe, se apaixonou pelo Taylor Kinney e até hoje estão juntos. MAZISSO É UMA VERGONHA, LADY GAGA. QUERO VOCÊ E O LÜC DE NOVO, BEIJÃO ENORME!
Somethin’, somethin’ about the chase
(6 whole years)
I’m a New York woman born to run you down
Existe algo sobre essa procura da Gaga, ou seja, nada é em vão. Tem um motivo pelo qual ela viveu não desistindo dele e que ela é uma mulher de New York pra abalar ele, pra não desistir e alcançá-lo. Gaga disse uma vez em um show que a distância é uma tortura horrível que nos impede de estar ao lado da pessoa que nós amamos, mas que não devemos desistir.
Eu escrevi essa música do lugar mais profundo, puro e feliz da minha alma. Eu a dedico a todos os meus amigos maravilhosos que estiveram comigo esse tempo todo.
“The  Edge Of Glory”
O início me lembra comerciais da Coca-Cola, hahaha. Começa com as batidas de um coração e se mistura com um instrumental suave, que vai ganhando força conforme os segundos passam. A música fala sobre o estado entre a vida e a morte, quando você está partindo o mundo real e indo para o espiritual. Clarence Clemons com o solo de saxofone, torna a música mais emocionante e poderosa, e ao mesmo tempo glam. Todo mundo esperava um videoclipe sensacional, com provocações e etc, mas acabou sendo o videoclipe mais simples (e menos curtido pelos fãs) dela. O motivo é significante, o avô da Gaga faleceu e ela achou que esse videoclipe deveria ser um tributo ao seu avô. A referência do uísque na música retrata os momentos em que seu avô gostava de beber com Gaga, e uísque era sua bebida predileta. Seu avô morreu na cama de um hospital (por isso o início com sons de coração e o final com sons de uma parada cardíaca), e foi muito doloroso pra ela, foi difícil lidar com sua morte.
A música é sobre seu último momento na terra, antes de deixá-la; o momento da verdade. É uma história triste. Meu avô faleceu há cinco meses, e meu pai e eu fomos nos despedir dele no hospital. Eu assisti meu avô morrer, e, eu acredito que ele olhou para minha avó e percebeu que era um campeão nesta vida e pôde passar ao seu momento de glória. Também é sobre saber, no seu coração, que você talvez nunca tenha um momento tão glorioso antes de morrer, então, viva a vida no limite, entre o céu e o inferno e dance no meio disso, no purgatório.
Não foi a melhor análise, mas tô desde as 6 horas da tarde (com intervalos) fazendo ela. Espero que gostem, e eu preciso urgentemente deitar porque minha coluna tá perdendo pra coluna da minha avó. 🙂

A la Lana Del Rey

Que a Lana é a queridinha da maioria no quesito música e simpatia/carinho com as pessoas, isso é um fato. Além de ter um dom magnífico em transformar músicas em poesia pura, e cantar versões de obras antigas (que ficam 42 vezes melhores do que as originais), Lana Del Rey em pouco tempo de carreira já virou um ícone da moda e se tornou  a queridinha-inspiradora de muitas pessoas. E quem não ama? E quem não gosta desse estilo banhado a muito retrô 50 e 60’s? Tem como essa rapariga ser mais perfeita? Tem sim.

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Como eu disse ali, a Lana se inspira bastante nos anos 50 e 60 e em roupas/penteados das divas daquela época e também foge daquele eterno molde que a gente mais vê nas cantoras atuais. Ela consegue misturar um retrô com um gangsta ou então ela usa o básico dos básicos em algumas vezes. E consegue ficar divina. Sabe, eu sou apaixonada pelo estilo da Lana porque também sou amante do retrô e ela mostra que dá pra ser linda e maravilhosa sem aparecer praticamente pelada, e a Lana é diferente por isso, por ter seu próprio estilo. Tem dias que ela sai de casa com uma roupa do tipo “não tava nem um pouco com vontade de montar um look mas fiquei ótima nessa calça jeans, sapatilha e uma t-shirt”.

Muita renda, transparência,  suéter, sapatilha, calça jeans, hot pants e shorts, top cropped, t-shirt e vestidos sem decote (e quando usa, é pouquísismo). É assim que eu defino o guarda-roupas da Lana. E uma das razões pra amar ela: ela consegue ficar magnífica com sneakers de salto. Ah! E muito, muito brinco de argolas grandes.

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Mas como a Lana é humana e não um robô, ela também comete erros a la pareço-abafar-mas-na-verdade-tô-cafona, e cometeu o erro com a minha cafonice predileta, CROPPED! Não tô falando da peça e sim: peraí, tem um umbigo aparecendo.

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QUERIDA, NÃO! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! NÃOOOOOOOOOO! NUM FERRA! E esse é um erro que eu vejo muito, mas muito mesmo. Entre a cropped e a peça de baixo, tem que mostrar pouca barriga e tem que tapar o umbigo, tapar completamente. Ou então não valerá de nada a sua blusa e a sua calça, ou saia, ou o que for. O umbigo vai ser o que mais vai chamar a atenção, então socorro, tampa. Não adianta arrumar cabelinho, arrumar tudo e ficar mostrando o umbigo. É cafona, não pode e ainda por cima é mega vulgar. Mas a Lana não é um robô, não é porque é artista que ela deixa de ser humana e não pode errar, mas mesmo assim esse look dela não merece meu perdão. Surra de peixe nessa barriga, Lana. E não coloca a culpa na cachaça. (Ela tava doidaça na noitada da segunda foto)

Dica: Se a parte de cima é justa, usa uma peça mais soltinha embaixo. Se a cropped é bem solta, usa uma parte mais justa embaixo. Usar duas coisas largas ou duas coisas  muuuuito apertadas também fica vulgar e não, não vai deixar seu corpo legal.

Mas a Lana também acerta! E dessa vez acertou mesmo. Cropped + saia com transparência + sapatilha e o umbigo tapado! E eu sou doida por roupas de bolinhas. ♥

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E assim como nas roupas, Lana curte criar moda e tendência com o cabelo. E é penteado que encanta, que apaixona, que inspira… ahh! ♥

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A Lana tem uma cor de cabelo que encanta muito. É um acobreado puxado pro ruivo, temos praticamente a mesma cor de cabelo, hihi. E cacho é uma das marcas registradas dela MAS tem um estilo do cabelo dela que me apaixona mais do que tudo. É o melhor que ela usa, as fotos com esse cabelo são as melhores e se eu tivesse cabelão (tá indo aos poucos), eu com certeza faria. Farei, futuramente.

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Cabelo perfeito, sem mais. E esse estilo lembra alguém, não lembra?

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Priscilla Presley, claro! Sem falar que a Lana, em algumas fotos, é super parecida com ela. Sempre digo que a Lana é uma Priscilla 2.0, hahaha. Os acessórios ao lado do cabelo, o delineado dos olhos, as sobrancelhas, o jeitinho… apaixonante. ❤

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E pra se inspirar! ♥

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10 Filmes mais esperados (por mim) de 2013, II.

Resolvi fazer uma parte II! 🙂

Carrie – A Estranha

Por mais enjoativa essa história da Carrie tenha se tornado, eu continuo gostando e quero muito ver o remake. Pelo o que eu vi, a atriz não é a mesma, e eu não sei se tendo a atriz bonitona ele vai continuar com aquela essência de Carrie, sabe. Mas tô apostando nele, e vou ver.

O Abismo Prateado

Eu não sou fã de filme brasileiro. Não sei, não consigo gostar como alguns gostam, é muito raro um filme brasileiro ter uma qualidade boa, com atores bons, trilha sonora boa. Mas “O Abismo Prateado” tá com cara de filme bom! Fora que ele fala muito em Porto Alegre e eu tô curiosa, e a Alessandra Negrini é uma atriz que eu admiro muito.

Bling Ring: A Gangue de Hollywood

Gosto de longa e de histórias reais, e filme com a Emma Watson não consegue ser ruim. (tá, eu odeio Harry Potter)

Amor Pleno

Tenho o meu lado chororô e amante de filmes dramáticos, mas me interessei MUITO pelo filme por causa da Rachel (amosou essa molier) e o Ben Affleck (amosou ver esse homem respirando).

O Homem das Sombras

Gosto muito da Jessica Biel, e o filme me parece ser muito bom. É clichezinho, esses que crianças somem e a mãe ou o pai nunca acreditam até que acontece algo com eles, e fica aquela paranoia deles tentando achar, etc. Sou muito chata com filme de Suspense e Terror, mas mesmo sabendo que não existe mais Terror como antes, eu aponto pr’esses filmes de agora e remo na esperança de gostar. (Silent Hill GRAÇAZADEUS tá salvando o gênero de Terror).

Segredos de Sangue

Ai, Nicole… ai, ai. ♥♥

The Paperboy

Zac Efron cresceu, né? Ficou um pitelzinho e bom ator (embora eu nunca esqueça daquela paródia épica do HSM hahaha), e a Nicole de novo. Algo me diz que esse filme vai me deixar muito feliz. ♥

The Iceman

Ai, filme de mafioso é bão demais.

Confissões de um Jovem Apaixonado

E ESSE DOHERTY COM AQUELA VOZ, SOCORRO? E AQUELA CARINHA DE NENÉM, SOCORRO? Eu já sei muito bem que vou ficar suspirando o filme inteiro, e vou ter que ver, rever, e de novo, e de novo… até entender. Porque sério, o Doherty é o meu eterno Doherty. E ele é maravilhoso em tudo o que faz.

Machete Kills

Em falar que a segunda mulher da minha vida vai participar… Rosana, eu tô tremendo. E antes que falem: Gaga é uma ÓTIMA atriz, que sabe levar o trabalho a sério, sabe encenar, não é melacueca como alguns acham. E tô mais do que ansiosa pr’esse filme.  E esse pôster me deixa mais ansiosa ainda!

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BRINCANDO-DE-SER-PERFEITA.

11 coisas que marcaram minha infância.

Vou usar esse início do post como um ‘desabafo’. Sabe, minha infância foi muito marcada, muito mesmo. Já fui reprimida e muito humilhada pelas bonitonas do fundamental, que me chamavam de dentuça, gorda, feia… e engolia calada, sempre. Fui contar pros meus pais um pouco tarde, quando isso parou um pouco, mas o bom da infância foi que eu sempre tive muitos amigos. E eu era um gurizinho (mesmo!), vivia nas bicicletas, ralando joelhos, riscando o asfalto com tijolo, brincando de esconde-esconde, abrindo o dedão do pé de tanto jogar futebol com pés descalços, estourando bombinhas na casa dos vizinhos, e acho que essa foi a fase mais maravilhosa em todos os meus 18 anos. Não tinha nenhuma preocupação grave, nenhum relacionamento estragado, nenhuma saudade. A única coisa ali era a diversão e a gente sempre arrumava um jeito de se divertir. Com brincadeiras na rua, em casa, livros, filmes, programas, tudo era uma grande maravilha e eu não sabia que o mundo se tornaria o que tornou hoje. Internet e celular naquela época era tipo, quem tinha era rei e rainha. Atualmente uma criança que tá na 3ª série já tem celular de última geração, e não tem mais aquele clima divertido que existia antes. Isso realmente me deixa chateada, pois as crianças não sabem o que realmente é se divertir. Esse é o ruim da internet existir, pelo menos pra mim. Mas como não posso fazer nada pra que essa fase volte, é digno lembrar e sentir aquela nostalgia, aquele bem enorme.

01. Resident Evil

Muitos jogos de videogame marcaram a minha infância (Super Mario Paint, Rock n’ Roll Racing e outros), mas RE foi o que mais marcou. Lembro que eu pegava o PS1 do meu irmão, colocava o jogo, sentava na janela do quarto dos meus pais e jogava o dia inteiro. Não havia mãe e pai que me parassem. E sabe, eu ainda jogo. Quer dizer, jogava, porque depois de tanto tempo com o PS1, ele estragou de vez e eu sofro procurando conserto, porque o meu é dos antigos mesmo, não é dos novos. É aquele pesado, com cor de velho mesmo. E aqueles sons ao contrário que tocam no RE1? E o Nêmesis, do RE3? E o medo de jogar sozinha no escuro? Dá pra voltar pro tempo onde eu e meus irmãos jogávamos o dia inteiro, hein? Onde ninguém se preocupava com nada?

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02. Novelas mexicanas

QUEM NUNCA? Quem não tem uma novela mexicana (aquelas que passavam no SBT) predileta, não teve infância, hahahaha. “Amy, A Menina da Mochila Azul”, “Alegrifes & Rebujos”, “Rebelde”, “A Usurpadora”… e por aí vai.

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03.: Pião

Lembro quando era febre na minha escola, e na hora do recreio rolava competição, pião na cara dos outros, pião que não girava e era uma confusão total. O meu avô era o mestre, todos os meus amigos pagavam aquele pau pra ele. Formava uma multidão na frente da minha casa, todo mundo querendo ver o meu vô girando um pião nas costas, fazendo aquilo pular e cair exatamente na mão… perdi ele em 2007, e sinto muita falta dele, porque éramos praticamente melhores amigos. Aqueles que dividiam tudo, mesmo. E acho que foi por isso que o pião marcou muito a minha vida.

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04.: RBD / Rebelde

Me sinto obrigada a falar que eu ainda morro de amores pelas músicas e ainda tenho as revistas oficiais + uma parede cheia de pôster. Pois é, é amor de fã mesmo. Eu não entendo a palhaçada de julgarem uma pessoa por ainda ser fã de RBD, ou outra coisa que marcou infâncias. Acho palhaçada mesmo, as pessoas usam isso como ofensa, desnecessário. Assisti a novela desde a primeira temporada, tenho meus CD’s desde 2004 e todos estão guardadinhos. Ainda canto as músicas com a vontade que cantava naquela época, e chorava muito quando via eles na televisão. Infelizmente não fui nos shows por ser muito pequena (na idade mesmo, porque no tamanho eu continuo) e por ninguém de maior querer  ir comigo. E quando formávamos grupos nas festas de aniversário e no recreio da escola e sempre rolava aquela briga de “eu sou a Roberta, não você”? Era quebra pau direto e só parava com um mais velho gritando. Mas o amor prevalece, e prevalece forte. Meu sonho é que a banda um dia volte e relembre alguns momentos, seria a realização de um dos meus maiores sonhos. E Rebelde Brasil é formiguinha perto de RBD, NUNCA serão o que eles foram. 😉

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05.: Coragem, O Cão Covarde

Primeiro eu gostaria de dizer uma coisa: AI QUE SAUDADE DESSES TEMPOS, AI QUE SAUDADE! A Cartoon era Cartoon quando passava desenhos assim, hoje em dia eu olho esses desenhos atuais e me pergunto o que aconteceu, sério mesmo. Sem graça alguma mas tudo muda, né? E a Cartoon mudou pra (muito) pior. Desenho bom era esse, que te dava AQUELE medo e você nem dormir conseguia. Eu tenho medo até hoje de um episódio, onde aparece uma lua falante. Tenho medo mesmo, tô confessando. A cara dessa lua é horripilante.

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06.: Du, Dudu e Edu

Imaginem uma pessoa rindo demais com esse desenho, agora imaginem eu. Esse desenho era demais, sorte que ainda dá pra ver alguns episódios completos no glorioso YouTube. ♥

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07.: Sherlock Holmes

Uma coisa que não podia faltar. Leio desde os meus 8 anos (ou mais, não lembro), meu irmão era viciado, tinha a coleção inteira. Foi aí que comecei a me apaixonar por romances policiais, ou melhor, me apaixonar pelo Holmes.  Leio até hoje, e posso ler o mesmo livro umas 10 vezes ou mais, porque eu nunca fico enjoada. Fala sério, é muito amor. ♥

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08.: Pelon Cabelon

Eu era apaixonada por Pelon Cabelon, alguém lembra? Era um doce que saía da embalagem em forma de cabelo, era muito bom! Hahaha, lembro que eu chorava pro meu pai comprar Pelon Cabelon pra mim, e a embalagem virava um brinquedo. Não lembro todos os sabores, mas os mais famosos eram o de doce de leite e o de chocolate. Fala sério, muito vida.

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09.: Almanacão da Mônica

Mais de 50 páginas com atividades da Turma da Mônica, passava a tarde inteira pintando ele quando não dava pra brincar na rua. Saudadona eterna. ♥

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10.: Donkey Kong

Eu invadia o quarto do meu tio enquanto ele trabalhava, e ligava o Nintendo dele. Muito amor, ia direto no DK. Virei 400 vezes, e o bom disso tudo é que eu ainda tenho ele no meu emulador aqui no computador. Remédio pra minha falta do que fazer quando venho aqui! ♥

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11.: Linha Direta

Quando a Globo realmente tinha conteúdo bom. ” A Diarista”, o “Zorra Total” de antes (que era mil vezes mais engraçado)… mas o que mais me vidrava era o Linha Direta. Quem nunca ficou sem dormir depois das histórias que eram contadas? Lembro que passei bons dias sem pregar o olho depois que eu vi sobre o prédio Joelma, aquele que incendiou e tal, e até hoje dá pra ouvir as vozes pedindo socorro. Gente, esse programa era demais, era aquele programa onde você não queria assistir por medo mas se não assistisse, morreria de arrependimento.

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12.: Bandas

Cresci ouvindo Rock porque tenho um pai, um tio e um irmão que são apaixonados por bandas clássicas. Guns, Black S., Ozzy Osbourne, SlipKnot, System Of a Down, Evanescence, Stone Sour, Pink Floyd (e muitas outras) são conhecidas por mim desde quando eu era um pigmeuzinho. A principal delas é Red Hot Chili Peppers, que vamos combinar, todo mundo ouvia e ainda ouve. Não existe ninguém que não sinta aquela nostalgia quando ouve “Otherside”, “Under The Bridge” e “Scar Tissue”, por isso eu acho que eles mereceram levar o destaque do post. Essa banda depois de 2010 começou a significar muito pra mim, porque já vivi vários momentos ruins e bons, e coloquei eles dentro de certas músicas. Tem um significado imenso pra mim, e eu consigo chorar muito enquanto ouço algumas.

Red Hot Chili Peppes - Stadium

Enfim, muitas coisas marcaram esse tempo, muitas mesmo. E vou indicar uma página muito boa e que realmente vai te dar aquela nostalgia! 🙂 https://www.facebook.com/nostalgyc