Sobre o “The Next Day”.

Popularmente conhecido como o novo CD do Bowie, lançado neste mês, sendo que o Bowie ficou sem lançar nada por dez anos.

David Bowie's The Next Day

(Pela foto você já vê que o Bowie tava super afim de fazer uma capa.)

b9886365

Dez anos sem lançar nada, e aparecer apenas em alguns bares. Bowie ficou na toca por todo esse tempo. Mas a gente perdoa porque é o Bowie, né?

Bom, baixei a versão Deluxe Japanese, que é uma versão mais sofisticada do álbum (ah, sério mesmo?), não baixei o CD normal. Eu passaria o link aqui, mas aí tem o lance dos direitos reservados, e se eu postar aqui, é capaz do site (e o meu blog) sair do ar. Mas aponta pro Google e rema, embora 80% dos links já estejam fora do ar. Meu senso crítico apitou quando cliquei na segunda música, então vou falar um pouco do que eu achei delas.

A versão Deluxe Japanese tem 18 faixas, todas no mesmo estilo Bowie de ser.

01 – The Next Day: Música nomeada como o título do álbum. A voz do Bowie nesse som me lembrou muito a do Ian Curtis, do Joy Division. A música não tem aquele glam-a-la-Bowie, mas é bem animada, viva. O refrão é aquele onde você bebe um litro de vinho, liga o som alto e grita com muita ênfase.  First they give you everything that you want / Then they take back everything that you have.

02 – Dirty Boys: Eu me apaixonei por essa música assim, logo de cara. Amo músicas com uma voz meio “desfocada”. Considero a música como algo “sensual”, instrumental perfeito, letra mais ainda. Uma mistura de guitarras com músicas 50’s. We all want men, we all want you / Me and the Boys, we all go through / You’ve got to learn to hold your tongue / They said the moon was his burning son.

03 – The Stars (Are Out Tonight): A vontade de dançar quando eu ouço ela é enorme. Acho que é a mais glam do álbum, é aquela música bem Bowie mesmo, sabe? Onde você compra um pote de purpurina, joga no cabelo, liga essa música no volume máximo, faz a escova de microfone, sobe no sofá, faz a vassoura de guitarra… é, isso mesmo. Here they are upon the stairs / Sexless and not aware /  They are the stars, they’re dying for you / But I hope they live forever.

 04 – Love is Lost: É tipo um “Dirty Boys” só que com a letra mais bonitinha. Essa música é regada a muito órgão, guitarras e baterias. A letra é linda, linda, linda. You know so much, it’s making you cry / You refuse to talk but you think like mad / You’ve cut out your soul and the face of thought / Oh, what have you done?

05 – Where Are We Now: Foi o primeiro single do álbum, tendo um videoclipe (bem) bizarro e sendo marcada como a total volta do Bowie no mundo musical. Não tem nada de glam, nem de dançante, mas o som consegue ser totalmente eletrizante. É aquela música onde você reflete, chora, reflete mais um pouco, canta junto, chora de novo, e de novo (…) As long as there’s sun / As long as there’s rain / As long as there’s fire / As long as there’s me / As long as there’s you.

06 – Valentine’s Day: Segunda música mais linda do álbum. Não chega aos pés de Where Are We Now, mas é bonita! Me lembrou Smiths, não sei porquê. O backing da música deu uma emoção a mais, um must. It’s in his scrawny hand / It’s in his icy heart / It’s happening today / Valentine. Valentine.

07 – If You Can See Me: Considerei ela como a mais psicodélica do CD, e achei o início bem parecido com U2. É tão psico que tem flashes dos versos com vozes cantando ao contrário. I have seen these bairns wave their fists at God /  Swear to destroy the beasts stamping the ground / In their excitement for tomorrow.

08 – I’d Rather Be High: Outra música bem Bowie. Amo essas músicas onde ele canta e grita ao mesmo tempo! ♥♥ I’d rather be high. / I’d rather be flying. / I’d rather be dead / Or out of my head.

09 – Boss Of Me: Me lembrou a música de uma banda que eu não lembro agora, mas é uma banda bem antiga. A letra torna a música mais, digamos, eletrizante. Ela não deixa de ser linda, porque vale a pena ler a letra inteira. Tell me when you’re sad / I’m gonna make it cool again /  I know you’re feeling bad / Tell me when you’re cool again.

10 – Dancing Out In Space: Uma mistura de glam com um pouquinho de country, seria isso? Não consegui caracterizar com palavras essa música, mas é por aí. Dá pra dançar enquanto ouve. No one here can see you / Dancing face to face / No one here can beat you / Dancing out in space.

11 – How Does the Grass Grow?: Começa num estilo psicodélico, com uma guitarra. É bem animada, o “ya ya ya ya ya ya” da música é bem engraçado, hahaha. Acho que daqui uns dias, ouvindo mais e mais o CD, eu considere ela com uma das minhas prediletas. A música tá bem Bowie mesmo, aquele estilo bizarrão e sem perder a vibe do glam. But you made a life out of nothing / Now I ride my black horse / I miss you more / Than you’ll ever ever know.

12 – (You Will) Set the World On Fire: Início super AC/DC, a música se resume em bastante guitarra, backing vocals, pandeirinhos e batidas fortes. É aquela música pra cantar em bar de beira de estrada com um bando de rockeiro suado e barbudo ao seu lado. Ou liga no karaoke e acorda os vizinhos com ela, é uma boa pedida. You say too much / You will set the world babe / You will set the world on fire.


13 – You Feel So Lonely You Could Die:
 Sou dessas que já choraram com 4 segundos dessa música. Superou Where Are We Now? Valentine’s Day. Começa linda, acaba mais linda ainda. Amo músicas com aqueles tambores rufando, estilo The Last Fight do Velvet Revolver. A voz do Bowie tá incrível ao supremo nesse som. Pra quem tá na fossa, é suicídio. Suicídio total. É a vida que a gente leva, a gente nasceu pra se identificar com músicas tristes, porque querendo ou não, os cantores transformam alguns de nossos  momentos em poesias tristes. Sabe, eu tenho meio que um ‘amor’ por músicas tristes, porque é como dizem: “O triste me fascina”. E essa, com tamanha certeza, virou a minha predileta. E eu percebo que o Bowie cantou essa música com toda a alma do universo. Some night on the thriller’s street / Will come the silent gun / You’ve got a dangerous heart / You stole their trust, their moon, their sun. (…) I can read you like a book / I can feel you falling / I hear you moaning in your room / Oh, see if I care / Oh please, please make it soon.

14 – Heat: Outra música considerada suicídio total.  He believed that love is theft / Love and war, the theft of love / And I tell myself / I don’t know who I am.

15 – So She (Bonus Track): Voltamos ao normal das músicas felizes, haha! É uma música bem “uai sô”, sonzinhos psicodélicos no fundo, a voz do Bowie e um violão. Dá até pra ouvir enquanto cê dá comida pras galinhas da tia, ou colhe alface.  She saw me smile / Feeling like I’d never been  in love / Feeling like I’d never been / The only one and all alone.

16 – Plan (Bonus Track): Estilo meio filme-de-bad-boys, é um isntrumental de 2 minutos e 2 segundos, baseado a la guitarras pesadas, efeitos sonoros e uma bateria forte.

17 – I’ll Take You There (Bonus Track): Arreda o sofá e bóra bater um cabelinho ouvindo!  Hahahaha, música MUITO boa, instrumental MUITO bom, vale a pena ter essa Bonus Track com você!

God Bless the Girl (Japan Bonus Track): É um Bonus que você também deve ter com você. Me lembra muito as músicas do Bowie lá das antigas. Eat, drink and sleep / Look up at the stars.

Você vê que um cantor é incrível de verdade quando mesmo com mil anos, ele consegue ter a mesma voz, o mesmo clima musical para um álbum, mesmo estando sem gravar por muito tempo. Como de costume, Bowie inseriu o psicodelismo em algumas músicas, misturando guitarras, o glam, letras fortes, poéticas e significantes.  Todas são muito bonitas, com conteúdo, e aquela voz em um tom angelical que só o supremo Bowie tem. 

Não sei se o David vai conseguir chegar no topo das paradas com o álbum, na minha opinião ele caiu um pouco no esquecimento de alguns (os bons prevalecem), por ele ter pausado a vida, aparecer poucas vezes pelas ruas, essas coisas. Eu sempre ouvi, o meu pai é muito fã, a minha mãe vive me dizendo que dançava muito, então eu acabei virando fã dele, já faz um tempinho. Em alguns sites eu vi que o TND é um dos melhores de 2013, e que seja assim!

Tava me curando da maldita gripe, inventei de escrever uma resenha sobre o Bowie e adivinhem quem estou pior, tossindo de 5 em 5 segundos e quase chorando de ardência na garganta e no nariz? Euzinha aqui, toda ranhenta mas preparei um post amadíssimo pra vocês! Me glorifiquem de pé, pois provavelmente eu vou passar o dia de cama amanhã (e comendo remédios). 😀

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s