Faixa por faixa – “Born to Die: Paradise Edition”.

Como já devem estar acostumados (ou não) com os meus posts citando sempre a Lana, eu decidi fazer a minha própria crítica do último EP ▬ Born to Die: “Paradise Edition” que ela lançou, ou melhor, o relançamento do seu último CD, o “Born to Die”.

Depois de muita espera e momentos em que todo mundo tava roendo as unhas de tanta ansiedade, ele vazou na internet, e logo após, foi lançado oficialmente. Antes teve vídeo com prévias de apenas segundos das faixas, e isso enlouqueceu geral, inclusive eu. As faixas eram tão perfeitas que eu chegava a  pesquisar todo santo dia no Google pra ver se tinha vazado. Sei que se a Lana chegasse aqui e visse isso, ela ia serrar os meus dedos, mas desculpe, Lana. Eu não tenho culpa se suas músicas são boas o bastante pra não dar pra esperar.

Como eu disse, o PE é um relançamento do BTD, com 9 faixas extras. Eu resolvi falar um pouco do que eu sei e do que eu acho sobre cada faixa. E como vocês sabem que a Lana passou por muita treta na vida, e resolveu colocar todos os sentimentos, todas as fantasias e etc dentro de suas músicas. Ah, ela também é dona de adivinhar os nossos sentimentos e transformar em canções perfeitas, enfim. Esse álbum ficou mais perfeito que o antigo. É incrível, todas as músicas se encaixam em mim, no que eu vivo.

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• Born to Die:  O início da música já dá um sentimento que nem eu sei explicar. Com uma batida meio hip-hop, é também uma das músicas mais tristes do CD. E é uma das mais lindas, onde você cantarola o refrão por dias, e dias, e dias, e… enfim, por mais que essa música tenha tocado (pra caralho) em todos os lugares (e prints da letra também), ela nunca enjoa. Porque sei muito bem o que ela relata, MAS VÂM FALAR DE COISA BÔWA, NÉ!

• Blue Jeans: No meu particular, é a que eu menos gosto do álbum, mas a letra é melhor que a música em si. É tipo um namoro que tá dando errado, e a gente implora pra que a pessoa não deixe a gente em esquecimento. Bom, mulheres sabem muito bem do que eu tô falando.

• Off to the Races: É uma música fofinha, e bem “gangsta”. Lana fala do seu “homem mau”, mas mesmo assim não consegue viver sem ele. Bom, ambos. E também a Lana deve ter aprontado pra caramba pra colocar um “ele não se importa que eu tenha um passado em Las Vegas”, HEINNNN?

• Video Games: A música começa com um tom bem melancólico e ao mesmo tempo, angelical. Depois de “Born to Die”, “Video Games” é a próxima música mais triste e linda do álbum. É possível ouvir e não chorar? Não é possível não, confessa aí que você já chorou sequer uma vez ouvindo ela. Enfim, o refrão tem muita força, e como eu disse, impossível não se emocionar ouvindo.

• Diet Mountain Dew: Lana láááá naqueles tempos de loira piriguete com cara de criança medonha, já tinha feito essa música. Depois, regravou. É uma das mais agitadas do CD, mas ouço pouco por motivos de: não curto muito. Se você quer saber o que é “Diet Mtn Dew”…

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• National Anthem: Também é uma música antiguinha da Lana, que ela regravou. É a mais “me sinto um negão dançando” do álbum, e relata exatamente o que vivemos atualmente. Sem dinheiro nós não existiríamos, porque dinheiro é a base: da elegância, ganância, sobrevivência, de tudo. E o videoclipe é muito legal (e instagramizado pra dedéu), onde o Kennedy é negro (A$AP) e tem um monólogo que torna o clipe mais emocionante. Na boa mesmo? Lana nasceu pra ser atriz também.

• Dark Paradise: Lana uma vez disse em uma entrevista que imagina a vida após a morte de um jeito calmo, sereno, resumindo: um paraíso. E a música em si, relata o desejo da morte (e um final amoroso também). Na boa, Laninha? Cagou legal em não fazer um videoclipe dela. Enfim, eu gosto muito dessa música.

• Radio: Ao meu ver também, relata a vida da Lana depois de ter se tornado famosa, e que agora a vida dela é “doce como canela”, e que ela tá vivendo “a porra de um sonho”, ou seja, o sonho de ficar famosa e brilhar por aí. E Lana já disse que realmente não tá acreditando nesse lance de milhões de visualizações, fãs gritando o seu nome e aquilo tudo que envolve a fama. Fofa, não é mesmo?

• Carmen: PRIMEIRAMENTE, QUERIA DIZER QUE: SOU APAIXONADA POR ELA!!!! Essa música é aquela que você tem vontade de chorar, andar por aí sem rumo enquanto ouve, e fazer sexo enquanto ouve. Essa música, pra mim, tem um poder muito, muito e muito grande. Ela já começa com um choro, e Lana fala de uma adolescente, provavelmente prostituta, e que não sabe pra onde vai, apenas vive por aí. (Sou apaixonada  muito mais por essa música porque a parte em francês deixa ela mais lindíssima ainda. <3)

• Million Dollar Man: (Se você gosta dessa música -ou gostar-, não veja a performance ao vivo, porque você vai começar a sentir o oposto por motivos de: Lana enlouquece total cantando ela e dá uns pinotes bem desafinados). Minha terceira predileta. Vou dizer aqui que a pessoa que eu amei muito (e ainda amo, tâmo aí na atividade) é perfeitamente igual ao homem que a Lana se refere na música. E quando eu ouço essa música é quando eu realmente, realmente MESMO tô na fossa, na br. É sobre um homem realmente fidaputa, fodido mesmo, idiota mesmo, mas que mesmo assim é o homem que você quer viver ao lado, pra sempre, e se ele afundar, você afunda junto. Se ele enlouquecer, você também vai.

• Summertime Sadness: Já andei por 4 quadras ouvindo essa música e ouvir ela enquanto vê o mar é coisa de doido mesmo. É a minha maior predileta do álbum, tem uma briga feia dela com “Carmen”, mas depende do momento, é lógico. O instrumental dela é demais, e pra mim, é o melhor videoclipe da Lana e acho que nenhum superará. É música que você cantarola a todo momento, e que você ouve e reflete em toda sua vida, todos os seus momentos (bons e ruins), todas as lembranças. Lembro muito do meu avô quando ouço ela, porque perder ele foi horrível pra mim e quando tô sentindo falta dele, coloco SS pra tocar. I’ve got that Summertime, Summertime sadness. 

• This is What Makes Us Girls: Fala um pouco da adolescência da Lana, e pra mim, é a mais ‘bored’ do álbum. Sei lá, não curto muito, ouço bem pouco.

• Without You: Ela é bem tristinha no início, mas ganha bateria e fica menos “quero me enforcar com um cadarço de AllStar”.

• Lolita: Chegamos na música-clímax e mais ‘misteriosa’. Alguns zombam da voz da Lana nela, e falam que ela faz uma voz de ‘criança enjoada’. Pois bem, Lana se inspira MUITO no livro/filme de “Lolita”, e resolve despejar a inspiração nas músicas. “Lolita” é uma delas. A letra é linda, meiga, fofa, com a voz da Lana ela fica muito mais linda! E ah: essa música é regravada da própria Lana, na época “Lizzy Grant” e foi inspirada em nada mais/nada menos que Axl Rose, seu graaaaande ídolo. Kiss me in the d.a.r.k, dark tonight! ♥ 

• Lucky Ones: É tipo um “Million Dollar Man” parte 2 (pra mim). Se você quer chorar pra caralho e despejar raiva: ouça ela.

PARADISE EDITION (AGORA É DE VERDADE HAHAHA)

• Ride: Quando se ouve o início te dá uma vontade de desligar o player por causa daquele “aaaaaaaaãaaMmmMMMmmmm ãMMmm”, mas não desliga não, porque vale a pena ouvir até o final. Essa música é tipo um “Marry the Night” da Gaga, onde também relatou a vida dela antes de chegar onde chegou. E o mesmo foi com a Lana. O desejo de liberdade, conhecer pessoas novas, adrenalina, e Lana se inspirou em filme antigo também! E o videoclipe é um xodó, ainda mais que tem um monólogo muito “<333”.

• American: O início é um pouco calminho, e vai ‘aumentando’, tornando a música um pouco mais agitada. Mas não deixa de ser triste. Lana gosta muito dos EUA, como vocês devem ter percebido. E essa música cita Elvis e Springsteen, alguns dos ídolos dela. O vocal nessa música é suave, e do nada, Lana solta um agudo incrível, de arrepiar mesmo. Essa mulher é fogo, viu?

• Cola: É tipo um “minha buceta é o podêeeeeeearrr” de Valeishca, mas num tom indie e mais sofisticado, lógico. Lana disse que esse negócio aí de “pussy taste like Pepsi-Cola” vem do namoradinho, que disse isso mesmo. Fofo, não? Imagina seu namorado chegar e dizer pra você que sua pussy tem gostinho de Pepsi-Cola? Um amor mesmo. Enfim, essa música é um pouco polêmica, onde a Lana também “dorme em uma bandeira da America”, e o instrumental é incrível. Uma das melhores das faixas extras. Fala sério, dá um fogo danado quando se ouve essa música.

• Body Electric: Andei percebendo que é a preferida de muitos, mas não chega a ser a minha. Acho que pela Lana já ter cantado ela em festivais (beeeem antes do PE ser anunciado), e fui ouvindo, ouvindo, ouvindo e… enjoei. Mas tô sempre ouvindo, porque a Lana me obriga a ouvir. O refrão é bem “”emocionante””, e ganha uma bateria bem forte. A letra é bem triste, fala de vários assuntos ao mesmo tempo: Jesus, riqueza, o paraíso (lembram do que eu disse sobre a relação da Lana com a vida após a morte?) e ao mesmo tempo o desejo de morrer (suicídio)… confuso, mas se você ouvir lendo a letra na cabeça, a música fica menos repugnante.

• Blue Velvet: É um cover de Bobby Vinton, e um dos melhores covers que a Lana fez. A música já começa com um instrumental marcante, perfeito. E o vocal torna a música muito, muito emocionante. Pena que é curtinha. =(

• Gods & Monsters: Melhor que Cola. Ihhh, 450x melhor. A música é sobre a inocência perdida, quando você deixa o mundo inocente e começa a lidar com o mundo “mau”, “rebelde”, digamos. Lana cita que “eu e Deus, nós não damos certo, então agora eu canto”, e ela cita Jim Morrison (ex-vocalista do The Doors), que gostava de citar coisas relacionadas a “ressurreição”. “Ninguém tirará minha alma, eu estou vivendo como Jim Morrison”. 

• Yayo: É a mais detestada pelas pessoas, pelo o que eu percebi. Como podem? Socorro, sou DOIDA por essa música. Ela é uma das mais significantes do PE pra mim. Muitos se perguntam o motivo do nome da música, “Yayo” é uma -gíria- pra cocaína. E Lana era bem chapadona, essa música é lááááá das antigonas e Lana regravou, tanto que tenho 4879 versões dela. Essa música é um pouco tédio total porque ela alonga muito o final da voz nos versos, quando eu canto eu chego a bocejar, sério. Mas não deixa de ser a mais importante pra mim. Enfim, se você gosta de Jazz, você deve ouvir ela. É uma graça essa música, gente. Vou mudar a mente de todos vocês e fazer vocês se apaixonarem por ela, hahaha.

• Bel Air: O piano no início, a combinação de instrumentos no resto da música, o som de crianças brincando, da chuva caindo, ahhhhh… muito amor essa música. Pena que só ganhou um videozinho melacueca, com o resto de “Summertime Sadness”. Merecia um videoclipe muito bem digno. Essa música é um pouco sonolenta, até chegar no refrão. Voz incrível, instrumental mais ainda. É uma das mais poderosas do álbum, onde a Lana coloca a voz inteira. Também foi inspirada no Axl Rose e faz bastante citação do Guns, como “mon amour, Sweet Child O’ Mine, you are divine”, “so I run like I’m mad, to heaven´s door” “idol of roses, iconic soul, I know your name”. A letra é LINDA! Enfim, tenho um carinho enorme por ela, e quando quero ficar “zen”, eu ouço. Essa música já me inspirou em muita coisa.

• Burning Desire:  (Alguns dizem que a música está no álbum, outros dizem que não. Assim como li em fã-sites de confiança que estão, eu coloquei -e eu não tenho o CD pra conferir-). Cheguei na minha música predileta. “Burning Desire” tem uma letra e um instrumental incrível e sensual. Uma: pelo som da Lana ofegando no início e no final, e outra: a voz dela transforma a letra mais sensual ainda. Essa música é a minha mais amada-predileta-perfeita-amoreterno- do CD, realmente tem um significado muito grande pra mim, mas não me perguntem o motivo. E essa música também me lembra a grande treta que passei, hahaha. Lembro que eu tava tomando banho na semana passada, e ouvindo ela com os fones nos meus ouvidos. Quando me empolguei e fui fazer aquela descidinha que ela faz no videoclipe promocional, adifinhãm? Meu celular caiu com tudo no chão. Pareceu aqueles vídeos do YouTube que viram tragédia no final. Saí correndo, joguei ele pras roupas e consegui salvar o bixinho. Isso me ensinou a: nunca mais ouvir/dançar “Burning Desire” perto da água. E essa música dá um puta-fogo-socorro. Haha, enfim. Não foi lá aquelas coisas, mas espero que tenham gostado! Próximo track by track vem com a edição especial do “Born this Way”! 😀

(…)

Eu poderia descrever todos os sentimentos que eu estou sentindo agora. Mas eu acho que são tantos, que torna impossível descrever. Acho que a coisa mais dolorosa, é amar uma pessoa que mora longe de você. Você tem que conviver com distância, com vontade de abraçar, de cuidar, de fazer feliz. E duas vezes mais dolorosa, é quando uma pessoa que você ama, precisa de cuidados. E é horrível, eu sei. Dá vontade de sair a pé, pedir carona pra desconhecidos, chegar onde a pessoa está, e finalmente: cuidar. Fazer feliz.

Podem achar que isso não existe mais em certa idade, o amor de um fã pelo ídolo. Ou que isso é fora do necessário, que nem sabe que eu existo. Eu e mais um fã formamos dois. Com mais 10, formamos um grupo, e de grupo em grupo, formamos mil, e milhões. Alguns, tiveram a sorte de conhecer o seu ídolo. Abraçar, se declarar, e até ficar sem palavras e tentar ao menos transmitir todo o seu amor com um simples sorriso, e lágrimas nos olhos. Existem ídolos que não merecem os fãs que possuem. Tem fã que não merece o ídolo que possui. E tem ídolo que torna recíproco todo o amor que lhe é enviado através de seus fãs. Seja por um simples “eu te amo”, uma música, uma homenagem.

Eu sei que existem pessoas, neste momento, que se preocupam em rir da dor alheia, do que passar uma semana ao lado da família e perceber que todos possuem problemas, sejam graves ou não. Mas quem se importa na hora de julgar e de atirar as pedras, não é mesmo? Até em falar que tudo isso o que está acontecendo, é puro marketing. Infelizmente, artista algum mudará a ignorância das pessoas. Nem elas mesmas possuem capacidade de mudar. Eu sinto como se retirassem uma parte de mim, uma parte que liga o meu todo. E só vou voltar a me sentir ‘ligada’ ao saber que tudo está bem.

Alguns chamam isso de loucura desnecessária. Eu prefiro chamar de amor. Recíproco. Verdadeiro.

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Eu sei que estamos ligadas, de certa forma. Porque o meu coração realmente dói por você, e só vai ser confortado quando você falar que está tudo bem. ♥

Personalizando o seu caderno.

Ninguém merece aqueles cadernos de gatinho que sua avó compra, ou aqueles de natureza, super herói, enfim, aqueles cadernos bem bregas que te dão e ainda dizem: “você vai amar, é a SUA cara!”, né? E como o Brasil é um lugar onde só tem caderno do Neymar e Luan Santana, a gente tem que se virar e fazer um do nosso gosto. E depois de procurar, procurar, ir até a página 458000 do Google, eu finalmente consegui aprender a personalizar uma capa de caderno, iaw! É mesmo, sou burra mesmo, não sabia mesmo, e agora que eu sei, eu resolvi ajudar quem não sabe. Tá certo que quase todo mundo sabe e eu me sinto a única Solineuza que só ficou sabendo agora, mas o tutorial tem um porém: como eu ainda não criei o meu (e tô com preguiça, mas na verdade meus cadernos estão no armário e se eu abrir, as minhas roupas vão cair em cima de mim e vão sair cobras e lagartos lá de dentro), eu não tirei foto pra mostrar, mas se você não entender, tudo bem… tem vídeo de sobra no YouTube. Na realidade, é super fácil de entender! 😀

Pra quem não sabe como os cadernos ficam, eles ficam assim:

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(Culpem o Google pelo caderno de memes, eu achei lá)

MATERIAIS:

• Tesoura;

• Alicate;

• Régua;

• Folha A4;

• Durex (qualquer tamanho);

• Papel contato (contact) (você acha em qualquer papelaria/livraria) – cerca de meio metro pra cada caderno –

• Lápis ou caneta;

• Flanela (não sei como cês chamam aí onde moram, mas enfim, é um paninho limpo);

TUTO:

• Você vai olhar pro seu caderninho e vai ver as molinhas bonitinhas e pretinhas, né? Agora, com o alicate, você vai soltar aquele emendado  de arame lá no início do caderno, aquele arame que prende a mola. Soltaaaando aquilo, você vai conseguir tirar a mola do caderno, e tire tudo.

• Você vai ficar com o caderno totalmente solto, então tome muito cuidado, porque se as folhas saírem do lugar, depois é um cu pra colocar de volta, e você vai acabar jogando tudo na parede porque realmente é horrível de organizar. Reserve as folhas e a mola e deixe apenas as duas capas, é o que você vai precisar.

• Hora do photoshop amigo. Você vai imprimir em uma folha A4, a imagem que você quer. Lembrando que a foto tem que ser em boa qualidade e tem que ocupar a folha inteira. Dimensões: Altura – 27,5 cm. Largura – 20 cm. LEMBRE que a maioria dos editores de foto são em pixels, altere pra cm.

• Foto imprimida e bonitinha? Agora você vai virar a foto (a parte branca da folha vai ficar pra cima) e vai colocar a capa no meio dessa folha, bem no centro. Pelo amor de Deus, não coloca de cabeça pra baixo. De Solineuza, basta eu. Agora você vai dobrar os espaços da folha que sobraram, vai dobrar na capa, já que ela ficou no centro da folha e sobraram alguns espacinhos. Dê uma olhadinha pra ver se ficou bem colocada/esticada a capa, corte o durex em pedacinhos e cole em cima desses espacinhos que sobraram.

MATERIAIS II: (ENCAPAR)

Mucha atenção aqui, porque como eu sempre digo aqui no blog… tudo depende da sua linda paciência, porque o resultado vai sair dependendo disso mesmo.

• Régua;

• Flanela;

• Tesoura;

• Papel contato;

• Lápis ou caneta;

• Palito de dente

TUTO:

• Você vai colocar a capa do caderno sobre o papel contact, deixar uns 1,6 cm de borda da capa em cada um dos 4 ladinhos, aí você vai marcar com a caneta e vai cortar.

• Descole o papel contato (não todo, apenas um pouco da ponta), coloque ele na capa aos poucos (lembre-se: deixando 1,6 cm sobrando em cada lado) e na hora de posicionar, faça com bastante calma, porque esse papel estraga a paciência.

• Pega a flanela e vai passando de um lado pro outro na capa, com a outra mão você vai puxar o papel, isso vai evitar que a capa fique com bolhas.

• Cole dentro da capa as pontas que sobraram, corte as que ficaram pra fora mesmo assim.

• Com o palito de dente (eu acho melhor que tesoura), vá furando pra dentro os buraquinhos da capa que foram tapados pelo papel. Coloque as folhas (com cuidado), as duas capas prontas e a mola de volta. Sabe aquele arame que prendia a mola lá no início do tutorial? Tente prender ele como antes, pra mola não ficar saindo toda hora.

Prontinho! 😀

Lana, sweet Del Rey.

Você já deve ter ouvido/lido este nome: Lana Del Rey. Você já deve ter pesquisado sobre ela, aprofundado o seu conhecimento sobre suas músicas. Ou, assim como eu, deve ter conhecido ela por opiniões alheias, e ter tido um pré conceito sobre.

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Eu a conheci no ano passado, quando a timeline inteira do meu Twitter falava sobre ela. Eu achava que era mais uma cantora pop, com batidas insuportáveis e um auto-tune que chega a dar dor nos ouvidos. Resolvi ver um videoclipe dela, na época o mais falado era o “Born to Die”. Eu abri o vídeo, e não aguentei mais do que 10 ou 20 segundos, não lembro. Fechei a aba do vídeo e achei totalmente in-su-por-tá-vel. E por semanas e semanas, eu julgava ela. E julgava os meus amigos, que tentavam me convencer de que Lana Del Rey era legal. Até Carrossel era melhor. Chegou um dia, onde eu resolvi, finalmente, baixar o álbum dela, o “Born to Die”. Me surpreendi. Eu ouvi música por música, e deixei o álbum repetir três vezes no meu player, sem nem perceber. Eu comecei a apreciar música por música, e procurei a tradução de cada uma delas, e me apaixonei (de verdade) pela Lana. E de lá pra cá…

Elizabeth Woolridge Grant, mais conhecida como Lana Del Rey, tem um estilo totalmente diferente dessas cantoras atuais. É uma coisa que nenhuma outra cantora fez, é coisa de louco (mesmo). Os instrumentais fazem você se perder em outra dimensão, é uma coisa totalmente difícil de transformar em palavras. Todas suas músicas relatam a vida de uma mulher da década de 60, 70 e 80, onde ela perdeu o seu James Dean e continuou vagando por aí, procurando o seu Elvis, o seu amor verdadeiro. E suas músicas encantam, de verdade. Quem acha que não, é louco. Cada verso, cada palavra e cada estrofe, conseguem fazer você sentir o que ela sentiu enquanto cantava. E esse é o legal de uma artista verdadeira: transformar sentimentos em uma música que se torna significante pra ela e pra quem ouve. Ela realmente nasceu com o dom de transformar canções em lindas poesias.

Indie e blues. É assim que eu defino o gênero cantado por Lana. São poucas as cantoras que conseguem jogar a alma inteira em um som. Percebe-se que as músicas cantadas por ela não são forçadas, e sim, cantadas com o coração, seja botando pra fora o amor, ou até mesmo o ódio. Sabe quando você se pergunta “essa pessoa fuxicou a minha vida pra escrever essas músicas ou tá adivinhando o que eu sinto ultimamente?”, porque não é possível. 100% de suas músicas conseguem descrever a minha vida e os problemas amorosos (como sempre) que já passei e ainda passo. Sua voz é coisa de outro mundo, é coisa que você ouve, e ouve de novo, e de novo, e de novo. Confesso que o primeiro vídeo que eu vi dela, foi “Blue Jeans” no SNL, e eu simplesmente odiei. Desafinou, cantou com frieza, não demonstrou nada no palco. E critiquei, meti o pau, e muito. E dei um tabefe na minha boca quando vi outros lives dela. Afinal, nervoso todo mundo fica em cima de um palco, não é mesmo?

Assim como várias cantoras, Lana não veio ao mundo da fama tão fácil. Lutou, sofreu, tomou muito tapa da vida na cara, recebeu muito ‘não’, mas mesmo assim, não desistiu. E hoje é uma das cantoras mais marcantes do século. Largou a vida pra viver outra: a de uma cantora famosa. E finalmente… fez acontecer. Mas o que seria de um artista sem os fãs? Não seria nada, porque ninguém ganha prêmios cantando sozinho, pro nada, sem inspiração alguma (não tô falando de inspiração famosa). Os fãs são a base de tudo. E cantor(a) insuportávei, pra mim, é aquele(a) que trata os fãs com frieza. Que é forçado ao receber e dar um abraço. E a Lana Del Rey ganhou o meu coração por este outro motivo: ela trata os fãs com o maior carinho. E é isso que torna ela, uma artista maior. Assim como Lady Gaga, que dá o seu sangue pelos fãs. Eu acho a coisa mais “<3” do mundo quando existem cantoras assim, que apesar de serem ricas, famosas, viverem no luxo, não deixam a humildade de lado e lembram que um dia, elas tiveram uma vida difícil.

Lana costuma se inspirar em muitas pessoas para criar a sua própria música. Lolita, amores antigos, a vida que teve, seus problemas, e seus ídolos. Um deles é nada mais e nada menos que Axl Rose! Sim, ele mesmo! Músicas como “Gramma”, “Lolita”, “Bel Air” e tantas outras, foram to-tal-men-te inspiradas no Axl. Inclusive, ela já foi flagrada com ele em uma noitinha aí. TÁ que o Axl tá igual a um velho botequeiro da pança de cervejinha, mas tem coisa mais linda do que ver um de seus artistas prediletos encontrando o seu grande ídolo? ♥ (David Bowie seu cuzão, você vai se arrepender por ter recusado um dueto da Gaga).axl-rose-and-lana-del-rey

 

Eu não condeno quem critica a Lana, pois um dia eu fiz a mesma coisa. Só acho que tem gente que exagera em certas críticas, chegando a chamar ela de um plágio de várias cantoras, sendo que os gêneros são totalmente diferentes. Ou falarem que ela canta com voz de retardada imitando uma criança, nem sabendo que ela se inspira em “Lolita” em suas músicas, e que também, essa gente nunca ouviu uma música dela onde se arrepia com a voz. Queria, realmente, que todo mundo que critica, ouvisse, no mínimo, umas 10 músicas dela, porque eu aposto que mudariam de opinião, assim como eu. E uma coisa que eu nunca vi igual: a Lana consegue ser totalmente original, e humilha muita cantorazinha aí que ganha fama nas custas de outras, que dão um duro danado. Tem como essa mulher ser mais perfeita? Lana veio recentemente, e com muita certeza, chegou pra ficar por um bom tempo e ser lembrada pela vida inteira. Aqui embaixo eu vou deixar o meu videoclipe predileto dela, e os melhores lives, na minha opinião.

SOCORRO, LIVE PER-FEI-TO. Meu predileto.

(Kasabian já é tudo, Lana fazendo cover deles = 100sacionau!) 😀